39m atrás
ETFs de ouro e de Bitcoin voltam ao Top 10 de mais negociados
Dois ativos bem diferentes, mas um recado direto do mercado. O SPDR Gold Shares (GLD) e o iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), da BlackRock, voltaram a aparecer entre os 10 ETFs mais negociados, substituindo os fundos focados em semicondutores que haviam liderado o ranking no início de 2026.
Na mesma sessão, o GLD movimentou US$ 6,80 bilhões, o equivalente a 228% da sua média de 30 dias. O IBIT registrou US$ 5,21 bilhões, ou 415% da própria média.
Os números por trás da rotação
No conjunto, os ETFs de ativos digitais somaram giro de US$ 10,16 bilhões na sessão, 252% acima da média recente. A maior parte veio do IBIT, que também vem registrando criações líquidas ao longo do período até 21 de agosto de 2024, sinalizando entrada de capital novo, e não apenas negociação entre investidores já posicionados.
O GLD já ganhava tração antes do pico. Em 7 de agosto, o fundo apareceu entre os 20 ETFs mais negociados do mercado, com volume de US$ 4,27 bilhões.
Por que ouro e Bitcoin estão andando juntos
O GLD é a forma mais antiga e líquida de acessar a tese de ativos alternativos denominados fora do dólar. O IBIT, lançado em janeiro de 2024, se consolidou rapidamente como o veículo de padrão institucional para a versão em Bitcoin dessa mesma estratégia.
No caso do IBIT, a BlackRock oferece exposição direta ao Bitcoin por meio de uma estrutura regulada e listada em bolsa, reduzindo um obstáculo relevante para grandes alocadores que não podem deter o ativo diretamente. O fato de haver criações líquidas, e não apenas negociações no mercado secundário, indica aumento de posições, e não simples realocação entre investidores.
O GLD, por sua vez, mantém ouro físico em barras. Com isso, o volume negociado do ETF funciona como um termômetro de demanda efetiva pelo metal subjacente, e não apenas de especulação via derivativos.