ETFs cripto perdem US$ 440 mi com volta das saídas de Bitcoin e Ether
Resumo de mercado por IA
Os ETFs cripto à vista listados nos EUA voltaram a registrar saídas líquidas (cerca de US$ 440 milhões), lideradas pelo maior resgate em um único dia de um ETF de Bitcoin em julho (~US$ 425 milhões), com saídas menores renovadas em Ether. A reversão interrompe uma breve sequência de entradas e sinaliza apetite institucional por risco instável, particularmente concentrado em grandes fundos. Embora a acumulação por baleias possa compensar parcialmente a pressão vendedora, resgates persistentes de ETFs apertam a demanda de curto prazo por meio de canais regulados e mantêm os fluxos como um importante barômetro do mercado.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT+1.84%
Insight de IA · BTC/USDTInsight de IA
▼ Baixista
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
Os ETFs de criptomoedas listados nos EUA voltaram ao terreno negativo na segunda-feira, 13 de julho, após uma semana de entradas. Dados da SoSoValue mostram resgates líquidos de US$ 440,07 milhões no dia, com US$ 424,66 milhões saindo de fundos atrelados ao Bitcoin e US$ 15,41 milhões deixando produtos de Ether.
O movimento interrompeu a recuperação observada no início de julho, que veio na esteira das retiradas recordes de junho. Com o Bitcoin negociado perto de US$ 62.500 na terça-feira, o episódio reforçou a leitura de demanda institucional instável.
No segmento de Bitcoin à vista, a saída de US$ 424,66 milhões foi a maior diária de julho e devolveu grande parte do apetite visto na semana anterior, quando os produtos haviam somado US$ 197,4 milhões em entradas e encerrado uma sequência de oito semanas de resgates. Após o pregão de segunda, a SoSoValue estimou os ativos líquidos combinados em US$ 74,79 bilhões. As entradas acumuladas desde o lançamento ainda somavam US$ 50,85 bilhões.
Junho registrou o maior volume mensal de resgates do setor, com US$ 4,51 bilhões, elevando as saídas líquidas estimadas de 2026 para perto de US$ 5,8 bilhões até meados de julho. A Securities and Exchange Commission (SEC) aprovou os primeiros ETFs de Bitcoin à vista em 10 de janeiro de 2024, autorizando 11 produtos negociados na Nasdaq, NYSE Arca e Cboe BZX, o que abriu um canal regulado de exposição ao Bitcoin via corretoras.
As retiradas de segunda se concentraram em grandes fundos. No detalhamento por produto, a SoSoValue apontou um resgate relevante no iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, e também no Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC), da Fidelity. Estimativas em redes sociais converteram a saída da BlackRock em cerca de 2.990 Bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 185,5 milhões, e a da Fidelity em cerca de US$ 245,6 milhões, com base no fluxo diário reportado. Essas conversões em moedas, contudo, ficam em segundo plano diante do dado em dólar, já que criações e resgates podem ocorrer com liquidação em caixa, diferenças de timing e variações no preço do Bitcoin. A página oficial do produto da BlackRock indicou queda de 2,89% no valor patrimonial líquido (NAV) do IBIT em 13 de julho. A gestora afirma que o fundo busca refletir o desempenho do preço do Bitcoin, reduzindo parte dos ônus de custódia e operação de manter o ativo diretamente, embora permaneçam riscos de volatilidade, liquidez e tracking.
No Ether, a pressão foi menor, mas voltou. A SoSoValue registrou saída líquida de US$ 15,41 milhões dos ETFs à vista de Ether na segunda-feira. O perfil Crypto Patel atribuiu o total à saída de cerca de 8.720 Ethers do fundo de Ethereum da Fidelity e estimou uma redução separada no produto de Ether da BlackRock. A publicação, porém, trazia um erro de rotulagem no cálculo ligado à Fidelity: descrevia 3.960 unidades como Ether ao mesmo tempo em que atribuía valor de US$ 245,62 milhões, patamar compatível com Bitcoin, não com Ether aos preços daquele momento. Por isso, o fluxo em dólar é a referência mais confiável para medir o resgate diário.
A diferença entre os ativos chamou atenção porque o Bitcoin concentrou a venda institucional. Outros produtos cripto listados apareceram com fluxo líquido zero no conjunto de dados citado em redes sociais. Ainda assim, um único dia de resgates não comprova abandono do mercado: participantes autorizados também resgatam cotas por rebalanceamento, arbitragem e gestão de liquidez.
Um contraponto veio do lado on-chain. O analista Sunny Mom, da CryptoQuant, apontou divergência entre os fluxos de finanças tradicionais e a atividade de grandes detentores: segundo o levantamento, quase US$ 10 bilhões saíram de fundos à vista desde 11 de outubro de 2025, enquanto a CryptoQuant observou crescimento contínuo no número de novos whales de Bitcoin. Para o analista, a acumulação pode limitar a queda, sem confirmar um fundo amplo de mercado.
No período, o CoinGecko indicou o Bitcoin perto de US$ 62.589. Um relatório de mercado de 14 de julho situou o ativo em torno de US$ 62.521 durante o pregão de terça. O Bitcoin estava cerca de 30% abaixo do preço do início de 2026, sugerindo que as saídas de ETFs acompanharam uma reprecificação mais ampla do mercado, e não um evento isolado de fundos.
O próximo gatilho verificável será o relatório de fluxos de ETFs dos EUA de 14 de julho. Investidores vão acompanhar se os resgates continuaram ou se a retirada de segunda-feira foi pontual.