Departamento de Justiça dos EUA abre ação de confisco civil para reter US$ 25 milhões em cripto ligados a redes de fraude

Resumo de mercado por IA
O DOJ entrou com uma ação civil de confisco visando mais de US$ 25 milhões em criptoativos supostamente ligados a redes internacionais de fraude e lavagem de dinheiro, após um esforço maior de apreensão de US$ 225 milhões em 2025. Embora nenhum token específico seja citado, a ação reforça o aumento do risco de fiscalização e o uso em expansão de análises de blockchain para rastrear fluxos ligados a golpes. No curto prazo, isso pode pressionar o sentimento amplo do mercado cripto ao aumentar o risco percebido de conformidade e de contraparte.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
BTC/USDT-1.68%
Insight de IA · BTC/USDTInsight de IA
▼ Baixista
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) entrou com uma ação de confisco civil para bloquear mais de US$ 25 milhões em tokens supostamente associados a redes internacionais de fraude e lavagem de dinheiro. A medida ocorre num momento em que a dimensão dos golpes com criptoativos chama atenção: segundo dados do próprio DOJ, as perdas de vítimas com fraudes em criptomoedas superaram US$ 7,2 bilhões apenas em 2025, colocando em perspectiva o valor agora perseguido. A iniciativa atual vem na esteira de um caso de referência em junho de 2025, quando o DOJ apresentou uma queixa de confisco civil envolvendo mais de US$ 225 milhões em tokens vinculados a fraude em investimentos com criptomoedas. Na ocasião, o Departamento de Justiça afirmou tratar-se da maior apreensão desse tipo já executada pelo US Secret Service. As ações têm sido impulsionadas pela Scam Center Strike Force, força-tarefa ligada ao DOJ e voltada a operações de fraude sediadas no Sudeste Asiático. O grupo vem congelando repetidamente milhões em tokens relacionados a esquemas originados na região, onde grandes complexos de fraude já foram amplamente documentados. No processo atual, não foram divulgados publicamente réus específicos, endereços de carteiras ou tipos de tokens ligados aos US$ 25 milhões. Em confisco civil, é comum que o caso avance sem apontar suspeitos nominalmente, sobretudo nas fases iniciais, quando investigadores ainda estão mapeando toda a rede. No modelo de confisco civil aplicado a cripto, o governo processa o próprio bem, e não necessariamente uma pessoa. O DOJ apresenta uma queixa contra os tokens, sustenta que se trata de produto de crime e solicita a um tribunal federal a transferência da titularidade para o governo. Empresas de análise on-chain desempenham papel central nessas investigações. Ferramentas que reconstroem o histórico de transações permitem associar carteiras a endereços já identificados em fraudes, corretoras ou "mixers", oferecendo a base forense para justificar o confisco. O DOJ tem se apoiado fortemente nessa infraestrutura em múltiplos casos, e o processo de US$ 225 milhões em junho de 2025 também chamou atenção por evidenciar o grau de sofisticação alcançado na rastreabilidade. Operações de fraude no Sudeste Asiático, frequentemente descritas como golpes de "pig butchering", tornaram-se a principal fonte global de perdas em fraudes de grande escala com criptoativos. Em geral, os criminosos constroem relações por um período prolongado com as vítimas online e depois as direcionam a plataformas falsas de investimento. A vítima transfere cripto real, a plataforma não existe e os recursos percorrem rapidamente camadas de carteiras, o que explica por que a análise de blockchain se tornou tão operacionalmente relevante para investigadores federais.