CPI dos EUA desacelera para 3,5% e núcleo recua a 2,6%, reforçando sinais de arrefecimento da inflação

Os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos indicaram uma desaceleração mais forte do que o previsto. O CPI cheio (variação anual) ficou em 3,5% e o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, em 2,6% — ambos abaixo das expectativas do mercado. Em relação a maio, houve recuo: o CPI cheio havia sido de 4,2% e o núcleo, de 2,9%. A leitura mais fraca sugere alívio nas pressões inflacionárias e aumenta a percepção de que o Federal Reserve pode abrir espaço para flexibilizar a política monetária nos próximos meses. A taxa efetiva dos fed funds segue na faixa de 3,50% a 3,75%, mantendo um viés moderadamente restritivo enquanto o Fed avalia se a tendência de desinflação é sustentável. Principais pontos - A desaceleração do CPI sugere menor pressão imediata para manter juros elevados. - A precificação observada no mercado indica que parte dos participantes passou a interpretar os números como compatíveis com eventuais cortes de juros nas reuniões de julho a outubro de 2026. - O movimento de preços parece refletir um possível ajuste de postura do Fed, condicionado a nova moderação da inflação. O que acompanhar Investidores devem monitorar as próximas decisões e comunicações do Federal Reserve, além de declarações de autoridades-chave, como o presidente Kevin Warsh, em busca de sinais sobre a direção da política monetária. A durabilidade do atual processo de desinflação será determinante para decisões sobre juros. Indicadores à frente, como desemprego e dados de payroll, também devem pesar na formação das expectativas do mercado e em possíveis ações do Fed. Receba análise ao vivo de mercados de previsão, com tecnologia da Vera. Cadastre-se na Vera.