Tesouro dos EUA retira propostas de regras para carteiras cripto autocustodiadas e serviços de mixing
Resumo de mercado por IA
A retirada, pela FinCEN, de propostas que visavam a exigência de reporte para carteiras não hospedadas e serviços de mixagem de CVC remove dois grandes entraves regulatórios que vinham persistindo desde 2020/2023. A decisão reduz a incerteza de conformidade no curto prazo para exchanges, bancos e usuários de cripto regulados nos EUA que interagem com autocustódia, ao mesmo tempo em que mantém intactas as obrigações existentes de AML. Os mercados podem interpretar isso como uma direção de política dos EUA materialmente mais permissiva para ativos digitais.
Nível de impacto
● Alto
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O Tesouro dos Estados Unidos retirou duas propostas que estavam em discussão havia anos e que tratavam de carteiras cripto de autocustódia e de serviços de mixing. A medida encerra um período prolongado de incerteza regulatória que enfrentava forte resistência de parte da indústria e sinaliza uma mudança relevante na forma como os reguladores americanos pretendem lidar com normas para ativos digitais sob o governo Trump.
Em 5 de outubro de 2026, a Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN), órgão do Tesouro, anunciou a retirada e afirmou que não tomará novas medidas em relação aos textos.
A primeira proposta, apresentada em dezembro de 2020, exigiria que bancos e empresas de serviços monetários mantivessem registros de determinadas transações envolvendo carteiras não hospedadas (unhosted wallets) acima de US$ 3.000 e reportassem operações acima de US$ 10.000. O texto também determinava que instituições financeiras coletassem e verificassem informações de clientes e de contrapartes em certas transações com carteiras privadas.
O Tesouro também cancelou uma proposta separada sobre serviços de mixing de moeda virtual conversível (CVC), apresentada em 2023 com base na Seção 311 do USA PATRIOT Act. A iniciativa buscava classificar transações envolvendo mixers de CVC como uma categoria de "preocupação primária" em lavagem de dinheiro, obrigando instituições financeiras a coletar e reportar informações relacionadas a operações que utilizassem esses serviços voltados à privacidade.
Entidades do setor cripto receberam a decisão de forma positiva. A Digital Chamber afirmou que a retirada reduz a pressão regulatória sobre carteiras autocustodiadas. A FinCEN disse que o movimento está alinhado ao esforço do governo para tornar a regulação de ativos digitais "adequada ao propósito".
Com a desistência das propostas, a indústria deixa de ter dois novos marcos de reporte em desenvolvimento, enquanto as regras existentes de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) e demais normas financeiras seguem em vigor.
Nos termos das propostas agora retiradas, instituições reguladas teriam de cumprir exigências adicionais quando clientes transferissem criptoativos para carteiras privadas. Segundo o material de referência, com a retirada não há uma nova exigência federal que obrigue bancos ou corretoras a identificar o dono de uma carteira autocustodiada apenas porque um cliente enviou recursos para ela.