EUA sancionam a iraniana BitBank por intermediar pagamentos em Bitcoin ligados ao Estreito de Ormuz
Resumo de mercado por IA
O OFAC sancionou a exchange iraniana BitBank e entidades relacionadas por supostamente facilitarem pagamentos vinculados ao Bitcoin ligados a taxas de trânsito em Hormuz e ao financiamento da IRGC, reforçando que a infraestrutura cripto permanece dentro do escopo de aplicação de sanções dos EUA. A ação amplia repressões anteriores de 2026 contra exchanges iranianas e congelamentos de carteiras, elevando o risco de conformidade para plataformas, contrapartes e trilhos de pagamento. No curto prazo, a notícia pode apertar o apetite ao risco e elevar a sensibilidade a manchetes regulatórias em todo o mercado de BTC.
Nível de impacto
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Segundo a CoinDesk, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou na quinta-feira a inclusão da exchange iraniana de criptomoedas BitBank na lista de sanções, sob a alegação de que a plataforma teria facilitado pagamentos em Bitcoin associados ao trânsito de embarcações pelo Estreito de Ormuz. A medida amplia as restrições financeiras americanas contra o Irã para a infraestrutura de criptoativos.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) afirmou que, até junho deste ano, uma entidade chamada Hormuz Safe Marine Services Authority teria utilizado a BitBank para transferir recursos e direcioná-los ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. O Tesouro também indicou que a rede estaria ligada ao empresário iraniano Babak Zanjani, acusado de usar esse sistema para movimentar centenas de milhões de dólares em Bitcoin.
Autoridades americanas dizem que a Hormuz Safe já havia sido associada a um arranjo de cobrança vinculado à Guarda Revolucionária, no qual navios que transitavam pela área seriam obrigados a contratar um seguro marítimo que incluía cobertura contra o risco de apreensão por parte do Irã.
Além da BitBank, as sanções alcançam sua desenvolvedora, a Pishtaz Simorgh Electronic Trade Company, e três indivíduos associados a Zanjani. O Tesouro classificou os alvos como peças centrais do uso de ativos digitais pelo Irã para contornar sanções. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a ação busca deixar claro que tentativas de financiar o regime por meio de criptomoedas também estão dentro do alcance da fiscalização do OFAC.
A investida se soma a uma série de medidas recentes contra canais iranianos no mercado cripto. Em agosto deste ano, os EUA sancionaram Shelbit e Aban Tether, acusando as duas plataformas de ajudar o Irã a driblar restrições. Em junho, quatro exchanges — incluindo a Nobitex, maior plataforma de negociação do país — também foram sancionadas. Em julho, o governo americano determinou o congelamento de mais de US$ 130 milhões em USDt mantidos em carteiras vinculadas ao Irã.
Do lado iraniano, há esforços para reduzir a pressão financeira externa. No início deste mês, o Financial Times informou que, em meio ao endurecimento das sanções dos EUA, o banco central do Irã flexibilizou controles cambiais e passou a incentivar empresas a repatriar ganhos no exterior, incluindo recursos que retornem por canais envolvendo criptomoedas.
A reportagem ressalta que a BitBank sancionada no Irã não tem relação com a exchange licenciada do Japão, bitbank, inc. A empresa japonesa foi fundada em 2014 e foi adquirida pela SBI Holdings em junho deste ano. Já a BitBank iraniana, segundo informações de sanções do Tesouro dos EUA, foi fundada em 2024.