ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registram saída líquida de US$ 527 milhões em quatro dias
Resumo de mercado por IA
Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA registraram saídas líquidas de ~US$ 527 mi ao longo de quatro sessões, estendendo a mais longa sequência de resgates líquidos semanais desde o lançamento e sinalizando demanda institucional fraca, apesar de uma entrada de US$ 221,7 mi em um único dia. Resgates persistentes no IBIT continuam sendo um fator-chave de pressão, superando entradas menores em outros produtos. Os ETFs à vista de Ethereum também permaneceram com saldo líquido negativo. A divergência entre as vendas de ETFs e a acumulação por carteiras grandes destaca um posicionamento fragmentado e um apetite por risco cauteloso.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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Segundo a CoinDesk, os ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos acumularam saída líquida de cerca de US$ 527 milhões nos quatro pregões encerrados em 2 de julho, completando a oitava semana seguida de fluxo semanal negativo. Trata-se do período mais longo de resgates semanais desde o lançamento desses produtos, sinalizando que o apetite institucional por alocação em Bitcoin ainda não mostrou recuperação relevante.
O dia 2 de julho, por si só, trouxe alívio: houve entrada líquida aproximada de US$ 221,7 milhões, interrompendo uma sequência de 10 sessões consecutivas de saídas. No total, essa sequência anterior havia retirado quase US$ 2,7 bilhões. Mesmo assim, o avanço do dia não foi suficiente para reverter o saldo do período, já que os resgates fortes dos dias anteriores mantiveram o acumulado de quatro dias no negativo.
A dinâmica tem sido pressionada pelos resgates persistentes no IBIT, da BlackRock. Em 2 de julho, o fundo teve saída líquida de cerca de US$ 40,4 milhões, estendendo para 11 pregões a sequência de resgates. Dados da Farside indicam saídas em todos os dias de negociação de 29 de junho a 2 de julho. Por ser um dos maiores e mais negociados ETFs de Bitcoin à vista, o IBIT exerce influência desproporcional sobre o fluxo agregado do setor. Produtos concorrentes registraram entradas em diferentes magnitudes no mesmo intervalo, mas sem volume para compensar totalmente a pressão do IBIT. Com isso, o foco do mercado passou de "se houve um repique em um único dia" para "se o capital consegue voltar ao mesmo tempo para mais produtos grandes".
Nos ETFs de Ethereum à vista nos EUA, o quadro também foi de saída líquida semanal no mesmo período, apesar de duas sessões seguidas de entradas em 1º e 2 de julho. O ETHA, da BlackRock, captou aproximadamente US$ 29,7 milhões em 2 de julho, levando o segmento a um saldo diário positivo, mas os ganhos não compensaram as perdas anteriores.
Já os produtos de ETF ligados à Hyperliquid registraram entrada líquida de cerca de US$ 4,3 milhões entre 29 de junho e 2 de julho e permaneceram positivos na semana. O volume, no entanto, ficou bem abaixo do observado na semana anterior, sugerindo que, embora ainda haja fluxo para ETFs cripto menores, o sentimento ficou mais cauteloso.
Mesmo com os resgates nos ETFs, o preço do Bitcoin se recuperou ao longo da semana: após cair para abaixo de US$ 58.000, voltou a negociar na faixa de US$ 61.000. O relatório cita dados mais fracos do mercado de trabalho nos EUA e uma postura relativamente mais dovish do Federal Reserve entre os fatores que sustentaram a alta.
Os sinais on-chain, por outro lado, apontam para uma divisão no mercado. De acordo com o relatório, durante o período de saídas expressivas dos ETFs em junho, grandes carteiras de Bitcoin aumentaram em conjunto suas posições em cerca de 270.000 BTC. O movimento sugere que, enquanto investidores via ETF seguem reduzindo exposição, alguns grandes detentores on-chain continuam acumulando durante a correção.