ETFs à vista de Bitcoin nos EUA recebem US$ 853,5 milhões em cinco pregões com arrefecimento das apostas de alta de juros
Resumo de mercado por IA
ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram US$ 853,5 milhões em entradas líquidas ao longo de cinco sessões, revertendo as saídas da semana anterior e elevando as entradas acumuladas para US$ 52,18 bilhões. Os fluxos ficaram altamente concentrados no IBIT da BlackRock (~80%), sugerindo demanda institucional seletiva, em vez de compras generalizadas. Dados mais fracos de emprego nos EUA reduziram as chances de alta de juros no curto prazo, sustentando o apetite por risco, mas os rendimentos elevados no trecho longo e a desaceleração das entradas diárias mantêm a sensibilidade macro elevada.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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Os ETFs à vista de Bitcoin negociados nos EUA voltaram a registrar entrada líquida de recursos e somaram US$ 853,5 milhões em cinco sessões, revertendo a saída de US$ 61,5 milhões observada na semana anterior. Com isso, o saldo acumulado de entradas desde o lançamento chegou a US$ 52,18 bilhões. Na manhã de segunda-feira, o Bitcoin era negociado perto de US$ 65.000.
O movimento ganhou força ao mesmo tempo em que diminuíram as expectativas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve, mas o quadro segue longe de consenso. O ritmo diário de captação perdeu tração no fim da semana, caindo de US$ 128,7 milhões na quinta-feira para US$ 98,9 milhões na sexta. Além disso, o preço do Bitcoin ainda estaria cerca de 48% abaixo do recorde de outubro de 2025, mantendo a leitura de recuperação incompleta para parte do mercado.
A BlackRock concentrou a maior parte do fluxo. O IBIT captou aproximadamente US$ 690 milhões, cerca de 80% do total semanal. Na sexta-feira, o IBIT recebeu US$ 86,7 milhões e o FBTC, da Fidelity, adicionou US$ 41 milhões. No sentido contrário, o BTCO, da Invesco, teve saída de US$ 19,4 milhões e o HODL, da VanEck, recuou US$ 10,6 milhões. A concentração reforça a avaliação de que não se trata de uma corrida generalizada por todos os fundos, mas de preferência marcada por veículos específicos.
Após a sequência de cinco pregões com entradas, os ETFs à vista de Bitcoin chegaram a US$ 79,5 bilhões em ativos sob gestão, equivalente a cerca de 6,1% da capitalização total do Bitcoin.
No macro, os dados de emprego ajudaram a mudar a fotografia. Empregadores nos EUA cortaram 23.000 vagas em julho, contra expectativa de criação de 95.000. No CME FedWatch, a probabilidade de alta de juros em setembro caiu de 55% para 40% na sexta-feira, antes de voltar a 46% na segunda.
Para o pesquisador Tim Sun, da HashKey, a fraqueza de ações ligadas a IA pode estar liberando capital para ativos menos concorridos. Ele também destacou a faixa de US$ 60.000 a US$ 61.000 como suporte técnico testado repetidamente.
Analistas seguem divididos sobre o que o fluxo para ETFs sinaliza. Sun avaliou que o avanço ainda não confirma reversão de tendência, dado que o risco de alta de juros permanece e os rendimentos de Treasuries de longo prazo continuam elevados. Já James Butterfill, da CoinShares, mostrou-se mais construtivo: na sua leitura, as mínimas do ciclo podem ter ficado para trás, embora ele espere um período de lateralização de dois a três meses, com possibilidade de o Bitcoin caminhar para US$ 80.000.
A mensagem predominante no mercado é de cautela: o capital está retornando, mas investidores ainda buscam sinais mais claros de alívio das pressões macro antes de tratar o movimento como uma alta sustentada do Bitcoin.