SEC propõe novo marco para custódia de criptoativos por consultores e fundos nos EUA
Resumo de mercado por IA
A estrutura de custódia proposta pela SEC cria um caminho de conformidade mais claro para consultores e fundos regulamentados manterem cripto diretamente, abordando um gargalo institucional importante: a disponibilidade de custódia qualificada para determinados ativos. Permitir que companhias fiduciárias autorizadas em nível estadual forneçam custódia e autorizar uma "autocustódia" limitada por consultores ("consultor como custodiante") poderia ampliar a participação institucional além de uma exposição apenas via ETFs. No curto prazo, isso reduz a incerteza regulatória em torno da custódia e pode melhorar a estrutura de mercado para os principais ativos.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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A SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) apresentou em 2 de outubro uma proposta de marco regulatório para disciplinar a custódia de criptoativos por consultores de investimento e fundos regulados, segundo fontes oficiais citadas pela Huo Xing Finance. A iniciativa busca criar um "caminho de conformidade" para a guarda de ativos digitais dentro de um conjunto de regras em grande parte concebidas antes da era da internet.
O presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou que "desde o nascimento do Bitcoin em 2008, o mercado de criptoativos evoluiu de uma novidade de nicho para uma classe de ativos de trilhões de dólares, com investidores buscando exposição de forma ativa. Infelizmente, nossas regras e regulações não acompanharam esse desenvolvimento".
A proposta enfrenta um dos principais entraves para investidores institucionais: a ausência, em alguns casos, de infraestrutura de custódia qualificada para determinados criptoativos. O texto também abre espaço para a autocustódia em circunstâncias específicas e permite que trust companies licenciadas em nível estadual prestem serviços de custódia para criptoativos de clientes e de fundos regulados.
A medida é relevante para instituições como gestoras de recursos e hedge funds que desejam manter Bitcoin e outros criptoativos diretamente, em vez de obter exposição via ETFs ou outros intermediários. Além disso, o plano prevê que consultores de investimento possam exercer "autocustódia" dos criptoativos de clientes e de fundos regulados em condições limitadas, incluindo situações em que o consultor conclua que não há custodiante qualificado disponível.
A comissária da SEC Hester Peirce esclareceu que "autocustódia", nesse contexto, significa o consultor de investimento atuar como custodiante dos ativos do cliente, e não o investidor controlar diretamente seus próprios criptoativos.