Bancos dos EUA pressionam por regras mais duras para recompensas de stablecoins antes de votação do Clarity Act no Senado

Resumo de mercado por IA
Uma coalizão de importantes grupos bancários dos EUA está pressionando o Senado a endurecer os limites da Lei Clarity sobre recompensas de stablecoins antes de uma votação, com o objetivo de coibir mecanismos que poderiam se assemelhar a juros de depósitos. Se adotadas, regras mais rígidas poderiam restringir os programas de recompensas de intermediários e reduzir o apelo competitivo de stablecoins de pagamento em relação a depósitos bancários. A disputa destaca o aumento do atrito regulatório à medida que a adoção de stablecoins cresce.
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Uma ampla coalizão de entidades bancárias dos EUA voltou a pressionar o Senado para endurecer as restrições do Clarity Act sobre juros e recompensas em stablecoins, ampliando o embate com o setor cripto sobre a possibilidade de empresas remunerarem esses tokens. Oito associações, entre elas a American Bankers Association, o Bank Policy Institute e a Independent Community Bankers of America (ICBA), enviaram na segunda-feira uma carta ao líder da maioria no Senado, John Thune, e ao líder democrata, Chuck Schumer, pedindo ajustes no texto antes da votação prevista para terça-feira. As entidades afirmam que a versão mais recente do projeto ainda abre brechas para que empresas de criptomoedas ofereçam recompensas que, na prática, funcionem como juros sobre depósitos bancários. Na avaliação do grupo, isso poderia incentivar clientes a tirar recursos dos bancos e migrar para stablecoins. A discussão se arrasta há meses, à medida que as stablecoins se consolidaram como um mercado de centenas de bilhões de dólares. Lideranças do setor cripto dizem que os bancos exageram o risco e a concorrência direta entre recompensas em stablecoins e depósitos tradicionais. Embora a lei federal já limite emissores de stablecoins a pagar rendimento, a redação ainda permite a oferta de recompensas via corretoras e outros intermediários. Os bancos querem que o Congresso estabeleça uma linha mais clara. Na carta, a coalizão criticou um "disjuntor" (circuit breaker) contra fuga de depósitos, mecanismo que permitiria a reguladores intervir caso as stablecoins passem a provocar perdas relevantes na base de depósitos. "Um disjuntor que só é acionado depois que uma fuga substancial de depósitos já ocorreu não é salvaguarda alguma", escreveram. Em documento separado, a ICBA detalhou que a proposta valeria por um período de 18 meses após a entrada em vigor da lei e poderia disparar medidas se reguladores concluírem que transferências para stablecoins de pagamento causaram "impacto substancialmente prejudicial" nos depósitos de bancos comunitários com menos de US$ 10 bilhões em ativos. As entidades também pediram aos parlamentares que retirem trechos que permitem vincular certas recompensas à quantidade de stablecoins detida por um cliente e ao tempo de manutenção, alegando que esse desenho pode fazer o programa se comportar como uma conta de poupança.