Tether conclui primeira auditoria financeira completa, com parecer sem ressalvas da KPMG

Resumo de mercado por IA
A conclusão da primeira auditoria financeira completa da Tether, com uma opinião sem ressalvas da KPMG sobre as demonstrações de 2025, representa um grande avanço de credibilidade em relação às atestações anteriores, em meio a preocupações antigas com as reservas. A revisão verificada de ativos, fluxos de caixa, controles, contrapartes e a inspeção física de ouro pode reduzir os riscos de cauda percebidos em torno do USDT e melhorar a aceitação junto a bancos, trilhos de pagamento e instituições. A atenção se volta para a expansão nos EUA e a dinâmica competitiva em relação ao USDC.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
US/USDT-30.96%
Insight de IA · US/USDTInsight de IA
▲ Altista
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A Tether informou que a KPMG, uma das quatro maiores firmas globais de auditoria, emitiu um parecer sem ressalvas sobre as demonstrações financeiras de 2025 da empresa. Na prática, o auditor concluiu que os números representam de forma adequada a posição financeira em todos os aspectos relevantes. É a primeira vez que a emissora do USDT afirma ter concluído uma auditoria financeira completa. Segundo a companhia, a KPMG avaliou ativos, passivos, receitas, fluxos de caixa, sistemas internos, contrapartes e a documentação de suporte. A Tether também afirmou que, durante o processo, o ouro mantido pela empresa foi contado e inspecionado fisicamente item a item, sem depender apenas de relatórios do custodiante. A veracidade das reservas do USDT vem sendo questionada há anos. A prática anterior de divulgar apenas relatórios trimestrais de atestação, e não auditorias completas, figurava entre os principais pontos de controvérsia do mercado. O parecer sem ressalvas de uma Big Four é visto como um avanço importante na transparência das reservas. O histórico regulatório segue no pano de fundo. Em 2021, a Tether fechou um acordo de US$ 18,5 milhões com o gabinete da procuradora-geral de Nova York (New York Attorney General's Office) em torno de declarações sobre suas reservas. Mais tarde naquele mesmo ano, a U.S. Commodity Futures Trading Commission (CFTC) aplicou uma multa de US$ 41 milhões por declarações enganosas sobre o lastro em dólares do USDT. Após a divulgação do resultado, o CEO Paolo Ardoino afirmou nas redes sociais que a auditoria responde a anos de questionamentos externos sobre as reservas e a estrutura de governança da empresa. O relatório também aponta que a Tether está acelerando a expansão nos Estados Unidos, com o lançamento de produtos de stablecoin direcionados ao mercado americano e maior interação com reguladores sob o novo arcabouço regulatório. Para a empresa, uma auditoria completa tende a reforçar a credibilidade junto a bancos, provedores de pagamento e parceiros institucionais, o que pode influenciar a disputa no mercado de stablecoins. Até aqui, a Circle frequentemente destacou a maior transparência e o nível de conformidade regulatória do USDC como diferenciais. Se a Tether mantiver padrões mais elevados de divulgação, a distância entre USDT e USDC em transparência e compliance pode diminuir. Em escala, a Tether segue na liderança, segundo o texto. A empresa teria registrado lucro de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre e mantém uma posição relevante em títulos do Tesouro dos EUA. Com a auditoria completa concluída, o foco do mercado deve se voltar para o ritmo da expansão nos EUA e para eventuais impactos na distribuição de participação entre stablecoins.