Ações da SMCI disparam 15,88% no pré-mercado com projeção de margem melhor e pedidos recordes
Resumo de mercado por IA
A Super Micro Computer disparou no pré-mercado após reportar backlog recorde do FY2026 e mais de US$60B em pedidos no 4T, junto a uma perspectiva de margem bruta acentuadamente mais alta (15–17% vs ~8.3% anteriormente). A atualização alivia preocupações de rentabilidade no curto prazo que vinham pesando sobre o nome de servidores de IA apesar da forte demanda, e sugere melhora na qualidade dos lucros se a empresa conseguir executar as entregas. O movimento também pode impulsionar o sentimento mais amplo em torno da infraestrutura de IA.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▲ Altista
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As ações da Super Micro Computer (SMCI) dispararam no pré-mercado desta quarta-feira após a empresa divulgar uma atualização de negócios com volume recorde de pedidos e melhora relevante na projeção de margem bruta. Os papéis avançaram 15,88%, a US$ 29,55, alta de US$ 4,05 em relação ao fechamento anterior de US$ 25,50. Na sessão regular de terça-feira, a ação já havia subido 7,01%, encerrando com ganho de US$ 1,67.
O movimento veio depois de a companhia informar que sua carteira de pedidos (order backlog) atingiu um recorde ao fim do ano fiscal de 2026. A fabricante de servidores voltados a IA afirmou ter recebido mais de US$ 60 bilhões em novos pedidos apenas no quarto trimestre. A empresa espera atender uma parcela significativa desse backlog nos próximos trimestres, citando demanda muito forte por infraestrutura de inteligência artificial.
Outro catalisador do rali foi a revisão do guidance de margem bruta. A Supermicro agora projeta margem entre 15% e 17%, quase o dobro da faixa anterior, de 8,2% a 8,4%. Segundo a companhia, a melhora decorre principalmente de um mix mais favorável de clientes e produtos. O dado é acompanhado de perto pelo mercado, já que dúvidas sobre rentabilidade vinham pressionando a SMCI, apesar do avanço da demanda por servidores de IA.
A Supermicro monta servidores e sistemas para data centers com processadores e aceleradores de fornecedores como Nvidia, AMD e Intel. A companhia também tem sido citada em projetos de grande porte: em junho, o CEO Charles Liang disse que o negócio trabalhava com empresas de Elon Musk para construir, em até um ano, outro data center de IA em escala de gigawatt para a SpaceX e a xAI.
Apesar da reação positiva, a ação segue volátil e ainda acumula queda de aproximadamente 13% no ano. Em junho, os papéis recuaram com força após a empresa anunciar uma captação via emissão de ações para financiar compras de componentes destinadas a atender cerca de US$ 39 bilhões em pedidos de servidores de IA. A operação elevou preocupações com diluição e com o volume de capital necessário para sustentar a expansão.
A alta no pré-mercado indica que parte dos investidores passou a ver maior chance de o backlog recorde se converter em margens mais fortes e melhora do desempenho financeiro.