Mercado de stablecoins recua em direção a US$ 300 bilhões, na terceira maior queda já registrada
Resumo de mercado por IA
A capitalização de mercado das stablecoins caiu ~5%, de ~US$321B para perto de US$300B, marcando uma grande queda sem grandes descolamentos de paridade (depegs) de USDT/USDC. A ausência de estresse na paridade sugere uma redução ordenada da liquidez relacionada a negociações, em vez de uma corrida por perda de confiança. A Cumberland destaca rotação para equivalentes de caixa onchain com rendimento e crescimento modesto em stablecoins não atreladas ao dólar, indicando que o capital está sendo realocado dentro do cripto enquanto a atividade especulativa esfria.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
BTC/USDT+0.06%
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▼ Baixista
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O mercado de stablecoins voltou a se aproximar de US$ 300 bilhões, movimento que a mesa de negociação cripto Cumberland classifica como a terceira maior retração da história do setor. Desta vez, porém, não há sinais relevantes de corrida aos principais tokens pareados ao dólar.
Segundo a Cumberland, a capitalização total caiu de cerca de US$ 321 bilhões em 20 de maio para aproximadamente US$ 305 bilhões, queda em torno de 5%, conforme comunicado divulgado no domingo. Um painel em tempo real da DefiLlama apontava o total ainda menor em 16 de agosto, em cerca de US$ 300,76 bilhões, com o USDT, da Tether, respondendo por 60,84% do mercado. As divergências refletem diferenças de metodologia e de momento de coleta dos dados.
A retração chama atenção por ocorrer sem a instabilidade de preços que marcou contrações anteriores. No período atual, o USDT oscilou majoritariamente entre US$ 0,9988 e US$ 0,9992, enquanto o USDC, da Circle, permaneceu em geral acima de US$ 0,9997, de acordo com a Cumberland. São descontos modestos para ativos desenhados para acompanhar o dólar e muito distantes dos episódios de desancoragem já vistos.
O quadro contrasta com a crise iniciada em 2022. O colapso do TerraUSD (UST) eliminou cerca de US$ 16 bilhões desse token antes de uma pressão de resgates mais ampla atingir o USDT. Em seguida, no início de 2023, a crise bancária nos EUA chegou a afetar o USDC após a quebra do Silicon Valley Bank, onde a Circle mantinha parte das reservas. A Cumberland estima que a queda mais ampla de 2022 no segmento se estendeu por mais de um ano.
Em 2019, outra fase de contração também veio acompanhada de estresse claro no USDT: o token chegou a ser negociado abaixo de US$ 0,96 e ficou abaixo de US$ 0,99 por um período prolongado. Agora, a paridade permanece firme.
Para a Cumberland, o padrão atual sugere uma saída mais ordenada de exposição a criptoativos, sem perda de confiança específica em USDT ou USDC.
O cenário, no entanto, é influenciado por uma mudança de composição dentro do próprio ecossistema. Embora a capitalização das stablecoins tradicionais tenha diminuído, a Cumberland afirma que equivalentes on-chain de caixa com rendimento (yield-bearing) cresceram 101% desde o início de 2026. Esses produtos permitem manter recursos em redes blockchain com retorno, em vez de manter stablecoins padrão voltadas principalmente a negociação e liquidação.
Stablecoins não atreladas ao dólar também avançam. O valor de mercado combinado passou de cerca de US$ 1,3 bilhão no começo do ano para acima de US$ 1,5 bilhão. Já o EURC, stablecoin lastreada em euro da Circle, subiu de US$ 658 milhões para aproximadamente US$ 756 milhões, segundo a Cumberland.
A leitura é que a queda recente não se encaixa no roteiro de uma nova corrida bancária cripto. O capital parece estar migrando entre diferentes formatos de dinheiro digital, conforme a demanda por negociação cripto esfria e investidores buscam rendimento, ativos financeiros tokenizados e outros usos para caixa em blockchain.
Com o mercado total agora girando em torno de US$ 300 bilhões, o próximo sinal pode vir menos da capacidade de USDT e USDC sustentarem US$ 1 e mais de saber se os bilhões que saem das stablecoins convencionais voltam em algum momento.