Casos de lavagem de dinheiro com cripto na Coreia do Sul disparam 152 vezes; método "Hwanchigi" movimenta US$ 6,4 bilhões

Resumo de mercado por IA
A Coreia do Sul relatou um forte aumento nos casos de lavagem de dinheiro ligada a cripto impulsionados pelo método "Hwanchigi", com US$ 6,4 bi em fluxos ilícitos desde 2021 e o USDT citado como o principal trilho. Os dados destacam a escalada dos riscos de conformidade e de fiscalização, aumentando a probabilidade de controles mais rígidos sobre as rampas de entrada/saída de stablecoins e o escrutínio de canais de câmbio não licenciados. No curto prazo, isso pode pesar sobre a liquidez relacionada a stablecoins e o apetite a risco regional.
Nível de impacto
● Médio
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Reportagem do BeInCrypto aponta que o "Hwanchigi" (câmbio paralelo) virou o principal mecanismo de lavagem de dinheiro ligada a criptoativos na Coreia do Sul. De 2021 a agosto de 2025, transações ilícitas com esse método somaram US$ 6,4 bilhões, mais de 90% dos US$ 7,1 bilhões em operações ilegais com criptomoedas registradas no país no mesmo intervalo. A dinâmica envolve enviar recursos para o exterior por meio de transferências em cripto, contornando o sistema bancário sul-coreano, que é regulado. No primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 1.214 casos de lavagem com ativos virtuais, alta de 152 vezes em relação aos oito casos registrados ao longo de 2025. Esses episódios responderam por 79,4% de todos os crimes relacionados a cripto no período. O USDT foi o principal instrumento usado nas operações. A resposta das autoridades, no entanto, ficou aquém: apenas 18 pessoas foram presas no primeiro semestre de 2026, número bem inferior às 42 prisões registradas em 2023. No mesmo período, a alfândega sul-coreana apreendeu 7,2 trilhões de won (cerca de US$ 49,2 bilhões) em transações ilegais de câmbio, com mais de 90% dos recursos passando por canais não licenciados.