Securitize tokeniza US$ 295 milhões em ações na Solana e na Avalanche no dia da estreia na NYSE

Resumo de mercado por IA
A estreia da Securitize na NYSE, juntamente com ações tokenizadas patrocinadas pelo emissor na Solana e na Avalanche, fortalece a narrativa de tokenização institucional e destaca trilhos de ações onchain regulamentados e em conformidade. A alegação de que os tokens representam as mesmas ações ordinárias listadas na NYSE (não uma classe separada) pode melhorar a credibilidade em relação a ações tokenizadas sintéticas. No curto prazo, isso pode sustentar os temas de RWA e de liquidação onchain, beneficiando ecossistemas que hospedam emissões em conformidade.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
SOL/USDT+2.90%
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▲ Altista
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A Securitize (SECZ), empresa especializada em tokenização e apoiada por BlackRock e ARK Invest, estreou na Bolsa de Nova York (NYSE) na quinta-feira e, ao mesmo tempo, levou suas próprias ações para o mercado cripto. A companhia informou que suas ações ordinárias, negociadas sob o ticker SECZ, passaram a estar disponíveis em formato tokenizado nas redes Solana (SOL) e Avalanche (AVAX) por meio de sua plataforma regulada. Segundo a Securitize, os tokens representam as mesmas ações ordinárias listadas na NYSE, não uma classe distinta de valores mobiliários. A empresa também afirmou ser a primeira companhia recém-listada a tokenizar as próprias ações já no primeiro dia de negociação. Dados on-chain do RWA.xyz indicavam cerca de US$ 295 milhões em ações tokenizadas em posse de investidores. Na sessão de quinta-feira, o papel SECZ subiu 10% no seu primeiro pregão após a fusão via SPAC com a Cantor Equity Partners II, que já era listada. O movimento marca mais um avanço do setor de tokenização, que cresce rapidamente à medida que bancos e gestoras passam a usar infraestrutura de blockchain para emitir ativos financeiros tradicionais, como fundos, títulos de dívida e ações. Defensores apontam que a tokenização pode reduzir prazos de liquidação, permitir transferências 24 horas por dia e tornar os valores mobiliários interoperáveis com aplicações financeiras baseadas em blockchain. A tese vem ganhando tração em Wall Street. O Citi projetou que os valores mobiliários tokenizados podem alcançar US$ 5,5 trilhões até 2030. Já a Boston Consulting Group e a Ripple estimaram que o mercado pode chegar a US$ 18,9 trilhões até 2033. "Há muito tempo dizemos que as ações listadas estão migrando para o on-chain, e não há validação mais forte dessa convicção do que tokenizar nossa própria ação pública no dia um", disse o CEO Carlos Domingo, em comunicado. Diferentemente de muitos produtos de ações tokenizadas existentes — frequentemente emitidos por terceiros ou oferecidos fora dos Estados Unidos —, a Securitize afirmou que o SECZ é uma tokenização patrocinada pelo próprio emissor, ou seja, pela empresa. Investidores elegíveis nos EUA podem comprar a ação tokenizada pela plataforma da Securitize após concluir a verificação de identidade e atender aos requisitos da legislação de valores mobiliários. A iniciativa também funciona como vitrine do negócio da companhia. Fundada em 2017, a Securitize vem construindo infraestrutura de tokenização para grupos como BlackRock, Apollo, KKR, Hamilton Lane e VanEck, oferecendo serviços de emissão, escrituração/transferência e administração de fundos para valores mobiliários baseados em blockchain. No início deste ano, a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da NYSE, firmou parceria com a Securitize para desenvolver infraestrutura voltada a ações tokenizadas. A empresa também se associou à Computershare e à Continental, duas das maiores transfer agents do mundo, para ajudar companhias abertas a emitir ações em formato tokenizado usando trilhos de blockchain. Ao colocar suas próprias ações on-chain desde o primeiro dia, a Securitize busca reforçar a proposta de que a tokenização de ações deve ser feita pelas próprias empresas, em vez de estruturas "embrulhadas" por terceiros. "Só queríamos liderar pelo exemplo e mostrar que, se você quer emitir ações reais on-chain — não ações falsas, não cópias, seja como você quiser chamar —, então dá para fazer", disse Domingo ao CoinDesk.