Ativos tokenizados da Franklin Templeton recebem aval de equipe da SEC para uso em fundos tradicionais
Resumo de mercado por IA
O alívio de "no-action" concedido pela equipe da SEC ao fundo de mercado monetário baseado em Stellar da Franklin Templeton permite que cotas tokenizadas do fundo sejam mantidas como colateral dentro de ETFs e fundos mútuos tradicionais, sujeito a rigorosas condições de supervisão, auditoria e controle. Isso reduz o atrito regulatório no curto prazo para ativos tokenizados em estruturas de fundos regulados e amplia casos de uso como gestão de caixa e colateral para empréstimo de títulos, apoiando a adoção institucional de títulos registrados em blockchain.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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Os ativos tokenizados da Franklin Templeton deram um novo passo rumo ao mercado tradicional após a equipe da SEC conceder alívio regulatório para o uso do seu fundo monetário baseado em blockchain dentro de estruturas convencionais. Segundo a Bloomberg, a orientação permite que o Franklin OnChain U.S. Government Money Fund seja aceito como colateral em ETFs e fundos mútuos, abrindo caminho para a entrada de ativos registrados em blockchain na engrenagem de produtos regulados.
A posição de "no-action" foi emitida pela Division of Investment Management da SEC e autoriza a Franklin Templeton Investor Services a administrar cotas do fundo registradas em blockchain. A carta ressalta que a decisão não constitui regra formal nem aprovação da comissão; trata-se de um posicionamento da equipe, sem força legal, voltado a oferecer clareza regulatória para a estrutura.
O alívio se aplica ao Franklin OnChain U.S. Government Money Fund, que informou cerca de US$ 720,9 milhões em patrimônio líquido em 31 de julho. O fundo opera na blockchain Stellar e registrou rendimento líquido de sete dias de 3,50%.
Como parte do arranjo, a Franklin Templeton criará carteiras (wallets) Stellar separadas para cada fundo de investimento, mantendo os registros oficiais de titularidade e o controle da administração dessas carteiras.
A expansão vem acompanhada de 12 condições de supervisão e controles operacionais. Os conselhos dos fundos deverão aprovar a estrutura e reavaliá-la anualmente. A Franklin Templeton Investor Services precisará preservar a capacidade de corrigir erros, congelar registros, migrar informações de carteiras e restaurar dados de propriedade quando necessário. Contadores públicos independentes também deverão verificar as posições dos fundos diversas vezes a cada exercício fiscal.
O movimento reflete o interesse crescente por títulos e cotas tokenizados no sistema financeiro tradicional, ao combinar registros digitais com o arcabouço regulado já existente. A orientação da equipe da SEC também permite que as cotas do fundo sejam usadas para saldos de caixa e como colateral em operações de empréstimo de valores mobiliários, ampliando as aplicações potenciais de produtos de investimento tokenizados.
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