Franklin Templeton obtém aval do corpo técnico da SEC para usar ativos tokenizados em fundos tradicionais
Resumo de mercado por IA
O alívio concedido pela equipe da SEC, permitindo que os fundos tradicionais da Franklin Templeton invistam em ações de seu fundo de mercado monetário tokenizado, é um passo significativo rumo à integração de ativos tokenizados em fundos mútuos e ETFs, embora não constitua aprovação formal da Comissão. A medida pode acelerar a adoção institucional de gestão de caixa on-chain e de fluxos de trabalho de colateral, aprimorando operações de liquidez intradiária e a eficiência de liquidação. O impacto de curto prazo se concentra na infraestrutura de tokenização e em intermediários financeiros adjacentes ao cripto.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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A Franklin Templeton prepara-se para incorporar ativos tokenizados em fundos de investimento convencionais após receber uma flexibilização do corpo técnico da SEC que permite a seus fundos investir em cotas do seu fundo de mercado monetário baseado em blockchain.
Em carta de "no-action" datada de 12 de agosto, a Divisão de Gestão de Investimentos da SEC afirmou que não recomendaria ação de fiscalização contra fundos da Franklin que utilizem a Franklin Templeton Investor Services como custodiante de aplicações no Franklin OnChain U.S. Government Money Fund, desde que cumpridas uma série de condições. A autarquia ressaltou que o documento reflete apenas a posição da equipe sobre enforcement e não constitui aprovação da Comissão nem conclusão jurídica.
A decisão amplia a flexibilidade para que os fundos da gestora utilizem o OnChain Fund na gestão de caixa, incluindo saldos de caixa e colateral de operações de empréstimo de títulos. A Franklin afirmou que a estrutura pode, com o tempo, permitir o uso do seu fundo tokenizado dentro de ETFs e fundos mútuos, levando ativos tokenizados diretamente a carteiras tradicionais.
O OnChain Fund adota um sistema integrado de escrituração: redes blockchain registram transações e informações anônimas de cotistas, enquanto a Franklin Templeton Investor Services mantém o registro oficial de titularidade. Atualmente, o fundo utiliza a Stellar como principal blockchain pública.
Segundo a Franklin, o modelo pode melhorar a gestão de liquidez ao oferecer cálculo de valor patrimonial líquido (NAV) por hora, negociações intradiárias, processamento mais rápido de transações e, potencialmente, custos menores. A carta da SEC indica que os fundos da Franklin consideram que essas capacidades podem trazer ganhos operacionais em relação ao veículo de gestão de caixa hoje utilizado.
Sandy Kaul, responsável por ativos digitais e inovação na Franklin Templeton, disse à Bloomberg que a gestora busca gerenciar o caixa com mais precisão, capturar mais retorno e reduzir o volume de liquidez que precisa manter. O uso do fundo tokenizado em portfólios convencionais pode começar já no quarto trimestre, embora os conselhos de cada fundo precisem aprovar os arranjos.
A Franklin também pretende desenvolver outros produtos tokenizados que possam, no futuro, servir como caixa ou colateral em sua linha de fundos.
A gestora lançou o OnChain U.S. Government Money Fund em 2021. O fundo usa o token BENJI para representar as cotas e foi o primeiro fundo de mercado monetário registrado nos EUA a usar uma blockchain pública como seu sistema oficial de registro. A Franklin informou que o conjunto de produtos BENJI tinha US$ 1,98 bilhão em ativos sob gestão em 29 de abril.