Chefe de pesquisa da Galaxy detalha impactos de proposta dos EUA para regulamentar criptoativos

Resumo de mercado por IA
A proposta "Reg Crypto" da SEC criaria um arcabouço desenvolvido especificamente para emissão de tokens e um caminho formal para encerrar o status de contrato de investimento, potencialmente reduzindo a sobrecarga jurídica para muitos tokens legados. Novas isenções poderiam expandir a captação de recursos em conformidade para investidores não credenciados, com divulgações específicas de cripto, apoiando a clareza da estrutura de mercado e a atividade de emissão primária. Embora ainda seja apenas uma proposta e esteja sujeita a entraves políticos e regulatórios, trata-se de uma mudança significativa na direção da política dos EUA.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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Segundo a BlockBeats, o diretor de pesquisa da Galaxy, Alex Thorn, afirmou em 21 de agosto que, no dia 18, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) apresentou a proposta Regulation Crypto Assets, conhecida como "Reg Crypto". A iniciativa reúne, pela primeira vez, um conjunto de regras de valores mobiliários pensado especificamente para a emissão e a venda de criptoativos, em vez de apenas adaptar estruturas criadas para ações. Na avaliação de Thorn, a proposta pode trazer duas mudanças centrais para o setor de cripto nos EUA. A primeira é abrir caminho para que projetos elegíveis ofereçam tokens ao público de forma legal, inclusive para investidores não credenciados. A segunda é criar mecanismos objetivos para encerrar formalmente contratos de investimento vinculados a tokens quando certas condições forem cumpridas, reduzindo a incerteza histórica sobre o enquadramento como valor mobiliário de diversos tokens já existentes. Pelo texto, o Reg Crypto se aplicaria a criptoativos que não sejam valores mobiliários por si só, mas que tenham sido emitidos ou vendidos como parte de um contrato de investimento. O arcabouço é descrito em quatro etapas. Na fase de financiamento, surgem duas novas isenções de emissão: uma "isenção para startups" permitiria captar até US$ 5 milhões em, no máximo, quatro anos; uma isenção maior, em linha com a lógica do Regulation A, autorizaria captações entre US$ 20 milhões e US$ 75 milhões em um período de 12 meses. Na fase de divulgação, o emissor teria de apresentar informações mais aderentes às particularidades dos criptoativos, como oferta de tokens, cronograma de desbloqueio, mecanismos de mint e burn, direitos de governança, detalhes de contratos inteligentes, código-fonte e andamento do desenvolvimento do projeto. Na fase de desenvolvimento, a equipe do projeto poderia cumprir, dentro do prazo previsto, os compromissos essenciais assumidos com investidores. Na etapa de saída, após a conclusão do projeto ou a interrupção das obrigações relacionadas à construção, e com a entrega de um relatório de transição, o contrato de investimento associado aos tokens poderia ser considerado encerrado, deixando de sujeitar esses tokens à regulação de valores mobiliários sob aquele contrato. Thorn afirma que o principal avanço do Reg Crypto é estabelecer um marco regulatório para o "ciclo de vida do token": tokens podem nascer como contratos de investimento por conta de promessas feitas durante o desenvolvimento, mas ter suas características de valor mobiliário extintas por um processo claro conforme o projeto amadurece. A regra ainda está em fase de proposta e, para virar realidade, depende de fatores como mudanças regulatórias, atuação de autoridades estaduais e eventual legislação no Congresso. Se aprovada, a Reg Crypto pode abrir espaço para uma "ICO 2.0" legitimada nos Estados Unidos, com um novo padrão para financiamento de projetos, circulação de tokens e proteção ao investidor.