Grandes detentores de Bitcoin voltam a acumular enquanto varejo fica parado
Resumo de mercado por IA
Dados on-chain mostram uma retomada da acumulação por carteiras "baleia/tubarão" de 10–10.000 BTC, enquanto os saldos de varejo abaixo de 0,01 BTC estão estáveis, sugerindo uma divergência no posicionamento. Isso é reforçado pela demanda institucional contínua por meio de entradas positivas em ETFs spot de Bitcoin nos EUA e compras corporativas em andamento. Em conjunto, esses fluxos podem sustentar o sentimento e reduzir o risco de distribuição no curto prazo, mesmo com o momentum tendo estagnado recentemente dentro de uma faixa semanal.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▲ Altista
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O Bitcoin voltou a testar níveis elevados na semana passada ao superar US$ 87.400, mas o impulso perdeu força em seguida. A criptomoeda chegou a sondar a região de US$ 83.000 e depois retomou o patamar acima do teto da faixa semanal, em US$ 85.000.
Em meio a esse movimento lateral, investidores de maior porte voltaram a aumentar posições. Dados da plataforma de análise on-chain Santiment mostram que carteiras com 10 a 10.000 BTC adicionaram 41.025 BTC nos últimos 10 dias. Com isso, o saldo agregado desse grupo atingiu 13,64 milhões de BTC, o equivalente a cerca de 67,93% da oferta total.
A Santiment afirma que as chamadas carteiras de "whales" e "sharks" estão no maior nível de posse desde a alta de meados de agosto. O comportamento contrasta com o de pequenos detentores: carteiras com menos de 0,01 BTC permaneceram praticamente estáveis no mesmo intervalo.
Historicamente, segundo a plataforma, condições de mercado mais fortes tendem a aparecer quando grandes detentores acumulam enquanto investidores menores reduzem exposição. Ainda assim, a empresa ressalta que o padrão atual não é um sinal garantido para o preço do Bitcoin. O mercado deve observar se a acumulação dos grandes continua e se o varejo começa a vender, o que pode ajudar a indicar mudanças no sentimento nos próximos dias.
Reforçando o viés positivo, a BIT Research avalia que o bear market do Bitcoin pode já ter terminado. A casa aponta o fundo do ciclo no fim de julho, após o ativo se sustentar acima de US$ 62.900 e mostrar perda de força na pressão vendedora. Desde então, o BTC recuperou níveis relevantes, incluindo a média móvel de 21 semanas em US$ 69.272, e voltou a operar acima do topo de março de 2024, em US$ 73.084.
O relatório também destaca a base de custo do mercado. O True Market Mean está em US$ 76.897, indicando que o detentor típico voltou ao lucro, o que pode reduzir a pressão de venda de quem pretendia sair no zero a zero. No cenário otimista, a BIT Research projeta uma faixa de US$ 185.000 a US$ 215.000.
Na leitura de curto prazo, o analista Doctor Profit considera possível uma correção antes de uma nova pernada de alta. Ele cita sinais baixistas em indicadores como RSI, MACD/PPO e MFI, além de menor força de tendência apontada pelo ADX.
Mesmo com o mercado em um período mais morno, a demanda institucional segue aparecendo. ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA captaram US$ 2,4 bilhões na semana passada. Nesta semana o ritmo começou mais fraco, mas ainda positivo: pouco mais de US$ 31 milhões na segunda-feira e mais US$ 66 milhões na terça-feira.
Compras corporativas também continuam. A Strategy adquiriu mais 1.665 BTC na última semana, pagando em média US$ 85.681 por moeda, elevando suas reservas para 847.666 BTC. A Strive também ampliou posições: o CEO Matt Cole informou que a empresa investiu US$ 94,5 milhões para comprar 1.107 BTC a um preço médio de US$ 85.400, levando o total para 27.462 BTC.
A publicação original, "Bitcoin’s Biggest Holders Ramp Up Buying While Retail Traders Remain Flat", saiu primeiro no CryptoPotato.