S&P e Pantera lançam índice de ativos digitais com triagem por receita

Resumo de mercado por IA
A S&P Dow Jones Indices e a Pantera lançaram um benchmark de ativos digitais com triagem por receita que exclui BTC e meme coins, com o objetivo de importar fundamentos no estilo S&P 500 para a indexação de criptoativos. A metodologia prioriza a receita de protocolo verificada on-chain e a captura de valor para detentores de tokens, o que pode influenciar frameworks de alocação institucional e o desenho de produtos. Entre os constituintes citados estão SOL e AAVE, potencialmente sustentando a demanda relativa por protocolos geradores de receita em relação a exposições orientadas por momentum.
Nível de impacto
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Ativos afetados
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A S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram o S&P Pantera Digital Asset Index, um novo benchmark voltado a investidores institucionais que buscam uma alocação em ativos digitais mais disciplinada e estruturada, informou a provedora de índices em comunicado divulgado na terça-feira. O índice privilegia fundamentos, e não porte ou momentum. Segundo o comunicado, ele "inclui apenas tokens e empresas com uso no mundo real e que geram receita efetiva" e, diferentemente de muitos índices de criptoativos, exclui meme coins e o Bitcoin. A S&P descreveu a proposta como uma metodologia baseada em regras, nos moldes dos índices tradicionais do mercado financeiro. A carteira estreia com 18 componentes ponderados por valor de mercado ajustado pelo free float, afirmou a Pantera em sua Blockchain Letter de julho. Esses componentes somaram mais de US$ 3 bilhões em receita anualizada nos dois últimos trimestres, incluindo Hyperliquid, Solana e Aave, de acordo com a gestora. A Pantera disse ter modelado a triagem com base no critério de viabilidade financeira do S&P 500, que exige quatro trimestres consecutivos de lucro GAAP positivo. Na versão para ativos digitais, o requisito é de trimestres consecutivos com receita de protocolo positiva, sujeita a um patamar mínimo, verificada por dados on-chain da Artemis, provedora de dados on-chain. Também é necessária a confirmação de que a receita é repassada aos detentores de tokens por meio de recompras, rendimentos de staking líquidos da inflação, distribuições ou tesourarias controladas pelos detentores. "A S&P Dow Jones Indices ajuda os investidores a atravessar o ruído do mercado com benchmarks em que podem confiar", afirmou no comunicado Cathy Clay, CEO da S&P Dow Jones Indices. Ela disse que o índice aplica "os mesmos padrões de benchmarks confiáveis como o S&P 500", com um "arcabouço orientado por fundamentos e baseado em economia" alimentado por dados da Artemis. A Pantera, que se apresenta como o primeiro fundo cripto institucional dos EUA e afirma administrar mais de US$ 3 bilhões em estratégias passivas, hedge e venture, posicionou o índice como base para produtos futuros. A gestora informou que está "iniciando conversas com gestores de ativos" para a criação de ETFs e outros produtos ancorados no índice, além de dialogar com provedores de dados financeiros para que ele seja adotado como "benchmark principal" do setor. Até o momento, nenhum produto de acompanhamento foi lançado. O lançamento ocorre após outras iniciativas recentes de indexação cripto pela S&P, incluindo um índice combinado de criptomoedas e ações ligadas a cripto e um fundo tokenizado do S&P 500 com a Centrifuge. O novo índice é distinto desses produtos. A caracterização do índice pela Pantera como uma medida de "valor econômico real" é um enquadramento da própria gestora. Os números de desempenho citados pela Pantera antes da data de lançamento são resultados de backtest e, conforme as divulgações da empresa, não indicam retornos futuros.