China proíbe stablecoins privadas atreladas ao yuan e reforça moeda digital estatal
Resumo de mercado por IA
O PBOC da China e múltiplos reguladores proibiram stablecoins atreladas ao RMB emitidas por entidades privadas sem aprovação prévia, incluindo rotas offshore como Hong Kong, e reforçaram restrições à tokenização vinculada a moedas virtuais privadas. A medida endurece o risco regulatório para trilhos cripto conectados a fluxos de capital ligados à China, ao mesmo tempo em que direciona explicitamente a atividade de moeda digital para o eCNY apoiado pelo Estado, que está ganhando adoção por meio de funcionalidades com rendimento de juros e acesso bancário ampliado.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês), em conjunto com outras sete agências reguladoras, publicou em 6 de fevereiro de 2026 o Aviso nº 42. A norma proíbe de forma categórica a emissão de stablecoins atreladas ao renminbi (RMB) sem aprovação prévia e explícita do governo.
A vedação vale tanto para operações onshore quanto offshore e busca fechar qualquer rota de lançamento por empresas privadas. O Aviso nº 42 amplia o arcabouço regulatório estabelecido em setembro de 2021, quando autoridades chinesas impuseram proibições abrangentes sobre transações e mineração de moedas virtuais, agora direcionando o foco especificamente para stablecoins denominadas em yuan.
Ao longo de 2025, ganharam força especulações de que companhias chinesas poderiam lançar stablecoins lastreadas em yuan no exterior, sobretudo via Hong Kong. Ant Group e JD.com foram apontadas como nomes que se preparavam para esse movimento. A própria Lei de Stablecoins de Hong Kong entrou em vigor em agosto de 2025, criando a percepção de uma porta regulatória para produtos desse tipo.
O PBOC atuou para interromper esses planos antes que ganhassem tração. O aviso também abrange tokenização de ativos do mundo real e reafirma a posição do governo de que moedas virtuais privadas não têm status de curso legal na China.
Até o fim de novembro de 2025, o volume acumulado de transações do e-CNY somava cerca de 16,7 trilhões de yuan (aproximadamente US$ 2,3 trilhões). Em janeiro de 2026, contas de e-CNY passaram a oferecer recursos com remuneração, acrescentando um incentivo financeiro que o dinheiro em espécie e a maioria das stablecoins não conseguem replicar. Mais bancos foram integrados ao sistema para ampliar o acesso.
Para grupos como Ant Group e JD.com, o recado é direto: qualquer ambição em moeda digital precisa seguir os canais do Estado. As gigantes de fintech que pareciam prontas para disputar espaço em stablecoins terão de alinhar suas estratégias ao ecossistema do e-CNY, sob risco de sanções regulatórias.