Liquid recupera 3.400 BTC após devolução parcial; hackers ainda mantêm cerca de US$ 47 milhões
Resumo de mercado por IA
A carteira da federação da Liquid recuperou 3.400 BTC após um esvaziamento das reservas, melhorando o lastro do LBTC, mas deixando ~598,5 BTC (~US$47M) ainda sob controle do autodenominado whitehat. Os nós da ponte continuam em uma grande indisponibilidade e a funcionalidade de saque/resgate não está confirmada, mantendo a incerteza sobre o acesso operacional e a reconciliação completa das reservas. O episódio destaca o risco persistente de infraestrutura e de contraparte em sidechains federadas de Bitcoin.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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● Neutro
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A sidechain Liquid, ligada ao Bitcoin, recebeu de volta 3.400 BTC em sua carteira de federação no dia 7 de setembro, após um esvaziamento de reservas. A recuperação parcial reforça o lastro do LBTC, token vinculado ao Bitcoin emitido na rede, mas o acesso a saques segue sem confirmação e os nós públicos de bridge continuam apontados como em falha grave.
A transação de retorno foi confirmada às 16:09:25 UTC, no bloco 965950 do Bitcoin. Até o fechamento desta edição, em 8 de setembro, a página de status da Blockstream ainda indicava um incidente de segurança ativo na Liquid e uma indisponibilidade relevante afetando os nós públicos de bridge. Para os detentores, permanecem duas dúvidas centrais: quanto BTC de fato está disponível para sustentar o LBTC em circulação e quando será possível resgatar os tokens.
Antes do reembolso, os responsáveis, que se identificaram como whitehats, registraram uma mensagem on-chain dizendo que estavam "enviando a maior parte de volta" ao endereço da federação da Liquid e perguntando "is that ok". A transferência subsequente devolveu 3.400 BTC à carteira de federação e enviou aproximadamente 598,5 BTC, avaliados em cerca de US$ 47 milhões na ocasião, para o endereço dos hackers. As evidências públicas consultadas não confirmam se esse montante retido foi acordado como recompensa.
Segundo cobertura anterior da CryptoSlate, o fluxo de saída original da federação foi de aproximadamente 3.996 BTC. Já a transação de recuperação posterior gastou cerca de 3.998,5 BTC a partir do endereço do detentor.
A devolução ocorreu após outra mensagem on-chain, às 09:41:26 UTC de 7 de setembro, afirmando que os nós de bridge haviam sido corrigidos e que os fundos estavam seguros para retornar. Esta reconstrução indica que a assinatura da mensagem valida contra a chave de segurança da Blockstream. A alegação de correção, por si só, não confirma a retomada dos serviços de saque.
O que ainda falta para os detentores
O processo de resgate documentado da Liquid queima LBTC e libera BTC por meio da federação. Usuários comuns, em geral, dependem de um membro autorizado ou de um serviço para converter LBTC de volta para BTC. As moedas devolvidas aumentam os ativos na carteira de lastro, mas comprovar cobertura total exige conciliar as reservas recuperáveis com o LBTC legítimo em circulação. A transferência de 3.400 BTC, isoladamente, não entrega essa contabilidade.
A retomada operacional também depende da reabertura dos serviços. Em comunicado do incidente em 6 de setembro, @Liquid_BTC informou que os nós de bridge haviam sido desativados e que corretoras haviam pausado ou iriam pausar depósitos e saques de LBTC. No mesmo dia, @side_swap disse que swaps, peg-ins e peg-outs estavam suspensos até a Liquid retomar, pedindo que usuários não enviassem novos depósitos de peg-in ou peg-out até novo aviso.
A liberação de saques em exchanges ainda requer confirmação de cada plataforma. Com o painel da Blockstream ainda listando a falha de bridge em 8 de setembro, a reativação confirmada e a reconciliação das reservas permanecem como os próximos testes para verificar se os detentores conseguirão converter integralmente seu LBTC de volta para Bitcoin.
No momento da publicação, cerca de 598,5 BTC permaneciam no endereço dos hackers.