Liquid Network recupera 3.400 BTC com "white hats"; 598,5 BTC (US$ 47 mi) seguem em negociação
Resumo de mercado por IA
A carteira da federação da Liquid Network foi esvaziada em ~4.000 BTC por meio de uma vulnerabilidade no software Elements que possibilitou a emissão de LBTC sem lastro, destacando o risco de pontes/sidechains apesar de chaves não comprometidas. Embora 3.400 BTC tenham sido devolvidos após a Blockstream corrigir os nós, ~598,5 BTC permanecem sem solução e a Liquid ainda está pausada, com exchanges interrompendo depósitos/saques de LBTC. O episódio pode pressionar a confiança em pegs federados e na liquidez relacionada.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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A Liquid Network, sidechain federada do ecossistema Bitcoin, confirmou que cerca de 4.000 BTC foram retirados da carteira da federação em 6 de setembro de 2026 após a exploração de uma vulnerabilidade que se disfarçou como uma transação normal. O movimento ocorreu por meio de um peg-out processado pela SideSwap e, à época, representava aproximadamente US$ 320 milhões.
No dia seguinte, 3.400 BTC retornaram ao endereço da federação. Permanecem fora do controle 598,5 BTC, estimados em cerca de US$ 47 milhões.
Segundo o relato, a falha estava no Elements, software de código aberto sobre o qual a Liquid opera, derivado do Bitcoin Core. O problema permitiu a geração de tokens LBTC sem lastro, criando reivindicações de BTC sem colateral real. A Blockstream afirmou que as chaves privadas da federação não foram expostas e que a infraestrutura da SideSwap não apresentou indícios de comprometimento. A retirada passou pelos canais de autorização padrão, o que dificultou a detecção em tempo real.
Os responsáveis pela drenagem se identificaram posteriormente como "whitehat hackers". A comunicação teria sido feita via campo OP_RETURN do Bitcoin, usado para carregar pequenas mensagens em transações, combinada com texto criptografado por PGP.
A Blockstream informou que aplicou correções nos nós de ponte afetados em 7 de setembro. Após a confirmação do patch, os 3.400 BTC foram devolvidos. Já os 598,5 BTC seguem retidos, com a empresa descrevendo as tratativas como em andamento.
A devolução de cerca de 85% do montante e a manutenção do restante sob "negociação" reacenderam o debate entre recompensa por vulnerabilidade e possível extorsão. Charles Guillemet, CTO da Ledger, chamou atenção publicamente para a discrepância entre o enquadramento de "whitehat" e o valor ainda retido.
A Liquid permanece pausada. Corretoras que suportam LBTC foram orientadas a interromper depósitos e saques, deixando usuários do ativo na sidechain sem prazo definido para normalização.
A Liquid é uma sidechain federada: sua segurança depende de um consórcio de "functionaries", e não de um conjunto descentralizado de validadores. A movimentação de ativos ocorre por um peg de duas vias: o usuário deposita BTC na rede principal e recebe LBTC na sidechain; ao resgatar LBTC, recebe BTC de volta na mainchain. A federação controla coletivamente as chaves que autorizam esses resgates.
O incidente de 6 de setembro evidenciou que a lógica de autorização do mecanismo de peg pode falhar no nível do software mesmo com as chaves criptográficas preservadas. A Blockstream não detalhou a natureza exata da vulnerabilidade no Elements. Apesar do patch nos nós de ponte, a sidechain ainda não retomou as operações.