Cazaquistão aprova novas regras de mineração para formar reserva de Bitcoin de US$ 1 bilhão
Resumo de mercado por IA
O Cazaquistão aprovou um marco estratégico para a mineração de criptomoedas que concede a mineradores aprovados tarifas fixas de eletricidade e cotas por até 10 anos em troca de contribuir com uma parte do Bitcoin minerado para um fundo nacional com meta de até US$ 1B em reservas. A política formaliza a acumulação de BTC vinculada ao Estado por meio de parcerias público-privadas e adiciona mais um participante soberano à tendência de reservas via mineração, reforçando narrativas de demanda institucional enquanto busca controlar a pressão sobre a rede elétrica e a mineração ilegal.
Nível de impacto
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O Cazaquistão formalizou uma das estratégias estatais mais agressivas de mineração de Bitcoin. Em 23 de julho, o governo aprovou as chamadas "Regras para Implementação da Mineração Cripto Estratégica", um marco que garante às empresas de mineração autorizadas tarifas de eletricidade travadas por até 10 anos.
O modelo tem uma contrapartida: parte do Bitcoin minerado deve ser destinada a um fundo nacional com meta de acumular até US$ 1 bilhão em reservas de criptoativos.
Pelo arranjo, companhias que passam pelo processo de aprovação do governo recebem acesso a cotas de energia com preço limitado, reduzindo o risco de alta de custos por uma década. Em troca, repassam uma fatia dos ativos digitais recém-minerados ao Astana Hub Autonomous Cluster Fund, administrado pela National Investment Company of Kazakhstan. O objetivo declarado é formar uma reserva nacional de cripto de até US$ 1 bilhão.
A medida dá continuidade a uma agenda construída ao longo dos últimos anos. O país legalizou operações de mineração em 2020 e aprovou a Lei de Ativos Digitais em 2023. Em 2025, o governo anunciou planos para um fundo nacional de reservas cripto entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão, abastecido por ativos apreendidos e receitas de mineração. Em março de 2026, o banco central indicou que poderia direcionar até US$ 350 milhões das reservas existentes de ouro e câmbio para investimentos ligados a cripto.
O Cazaquistão se soma a pelo menos quatro países — Butão, El Salvador, Emirados Árabes Unidos e Paquistão — que usam a mineração de Bitcoin como estratégia para formar reservas em nível estatal. Pesquisadores afirmam que o número de governos envolvidos pode chegar a 13.
O Butão tem minerado Bitcoin de forma discreta com apoio de sua ampla oferta hidrelétrica e detém cerca de 6.000 BTC. El Salvador mantém aproximadamente 7.517 BTC, com cerca de 474 provenientes de operações domésticas de mineração.
A estratégia cazaque foi desenhada como parceria público-privada. Em vez de o Estado operar diretamente as fazendas de mineração, o trabalho fica com empresas privadas, e o governo fica com uma parcela.
Após a repressão da China à mineração de cripto em 2021, o Cazaquistão chegou a se tornar, por um período, o segundo maior polo de mineração de Bitcoin do mundo, com a migração de operadores em busca de eletricidade barata. O avanço rápido pressionou a rede elétrica e estimulou operações ilegais que sobrecarregaram a infraestrutura local. O novo marco regulatório também busca endereçar esses desafios energéticos, sem abrir mão da oportunidade econômica.