Irã promete manter Estreito de Hormuz fechado até que EUA cedam; Trump diz que gasolina mais cara é "preço necessário"
Resumo de mercado por IA
O Irã está condicionando qualquer reabertura do Estreito de Ormuz a concessões dos EUA, e dados de rastreamento de embarcações mostram que o tráfego de petroleiros entrou em colapso, removendo um canal-chave para cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo no período pré-conflito. A aceitação de Trump de preços mais altos da gasolina e o sinal dos EUA de medidas adicionais contra o Irã na próxima semana reforçam as dinâmicas de risco de oferta e de prêmio geopolítico, sustentando os benchmarks de petróleo bruto no curto prazo.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
NCCO1OILBRENT2USD/USDT-0.10%
Insight de IA · NCCO1OILBRENT2USD/USDTInsight de IA
▲ Altista
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
O impasse entre Estados Unidos e Irã se agravou nesta quinta-feira (15), mantendo paralisado o transporte de petróleo pelo Estreito de Hormuz. Teerã afirmou que não permitirá a retomada da navegação enquanto Washington não aceitar a "realidade do fracasso" e não encerrar a pressão sobre o país.
O vice-chanceler iraniano Gharibabadi disse que a decisão de abrir ou fechar o Estreito de Hormuz cabe ao Irã. Segundo ele, enquanto os EUA "não aceitarem a derrota e continuarem alimentando ilusões", as restrições ao tráfego marítimo na região seguirão em vigor.
A Reuters lembra que, antes do conflito, Hormuz escoava cerca de um quinto do petróleo mundial. Agora, o fluxo de navios despencou: dados da Kpler indicam que apenas duas embarcações atravessaram o estreito na sexta-feira, sem registro de carregamentos de petróleo bruto, muito abaixo do patamar anterior de mais de 130 navios por dia.
Nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou, em um ato político em Nova York, que o aumento do preço da gasolina é um custo que a população deve aceitar para impedir que "nações malignas" obtenham armas nucleares. Ele disse que consumidores americanos precisam conviver com preços um pouco mais altos.
De acordo com a American Automobile Association (AAA), o preço médio da gasolina no país subiu para cerca de US$ 4,08 por galão, alta de 29% em relação a um ano antes. No mercado internacional, o movimento também se refletiu nas cotações: o Brent avança aproximadamente 6% na semana, e o WTI sobe cerca de 5,4%.
O Irã também sente os efeitos econômicos. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que bloqueios em portos e sanções dos EUA contra as exportações de petróleo iranianas intensificaram as pressões inflacionárias domésticas.
As negociações de paz entre os dois países ainda não foram retomadas. O secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, disse que novas medidas econômicas contra o Irã serão anunciadas na próxima semana. No Iêmen, forças houthis apoiadas por Teerã iniciaram uma nova onda de ataques, aumentando o receio de escalada do conflito regional.