Harmony planeja reverter blockchain após falsificação de 3,01 trilhões de tokens ONE
Resumo de mercado por IA
A Harmony planeja um rollback para 11 de agosto para eliminar ~3,01T de ONE falsificados após cunhagens não autorizadas se espalharem por exchanges, pontes, pools e carteiras de usuários. Embora isso possa remover a oferta falsificada, o rollback também anula transações legítimas pós-checkpoint e impõe ônus operacional a plataformas e usuários para reconciliar o estado, reforçando a incerteza em torno da finalidade e da liquidação. O incidente ocorre após forte fraqueza de preços e atividade de negociação elevada.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
ONE/USDT-2.11%
Insight de IA · ONE/USDTInsight de IA
▼ Baixista
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A Harmony pretende fazer um rollback de sua blockchain até 11 de agosto, após um invasor ter criado, sem autorização, mais de três trilhões de tokens ONE. A reversão eliminaria as moedas falsificadas, mas também apagaria transações legítimas concluídas após o ponto de recuperação, exigindo que corretoras, bridges e usuários refaçam operações realizadas no período.
Segundo a equipe, a proposta é retornar os dois shards afetados ao estado das 23:25:37 UTC de 11 de agosto, poucos segundos antes das primeiras cunhagens não autorizadas confirmadas. Apenas no Shard 0, a Harmony revisou 141.628 blocos do intervalo afetado, que continham 109.126 transações regulares e mais 315 transações de staking. Pelo plano, todas seriam removidas.
A Harmony afirma ter avaliado alternativas menos disruptivas, como zerar saldos específicos e bloquear carteiras. O problema, de acordo com o projeto, é que os tokens indevidos já haviam se espalhado por corretoras, bridges, pools de liquidez e carteiras que também guardavam fundos de outros usuários. Tentar retirar somente as moedas do atacante poderia afetar usuários inocentes ou deixar parte dos tokens falsos em circulação. A equipe acrescentou que não consegue recriar automaticamente transações legítimas: após o retorno ao estado anterior, as mesmas operações podem não gerar os mesmos resultados, já que saldos e outras condições podem ter mudado.
A investigação também revisou para cima a dimensão do ataque. A Harmony diz que o invasor manipulou registros de transferências já concluídas entre partes da rede, fazendo transações antigas parecerem não utilizadas e permitindo que fossem processadas novamente. Com isso, novos ONE foram criados sem que uma quantia equivalente fosse debitada em outro ponto.
De acordo com a Harmony, cerca de seis transações fraudulentas geraram aproximadamente 3,01 trilhões de ONE em quatro carteiras — bem acima dos 4 bilhões de ONE estimados inicialmente, valor que, segundo o projeto, refletia apenas a primeira onda identificada. Uma das carteiras tentou 534 transferências em 106 segundos; 477 foram bem-sucedidas, movimentando cerca de 2,385 trilhões de ONE. A Harmony não conseguiu recuperar os ativos, mas afirma ter rastreado a maior parte dos fluxos para carteiras ou serviços.
No mercado, o token ONE seguia pressionado. Em 18 de agosto, era negociado perto de US$ 0,00072, queda de aproximadamente 42% em relação ao nível pré-incidente em torno de US$ 0,00125, tendo chegado a se aproximar de US$ 0,00060 no pico de vendas. Segundo a leitura do projeto, o ONE já vinha em tendência de baixa antes do ataque, mas a queda ganhou força com a divulgação das cunhagens não autorizadas e o avanço do plano de rollback; o volume também aumentou com o recuo dos preços, indicando maior atividade durante o movimento de venda.
Em resumo, a Harmony quer eliminar cerca de 3,01 trilhões de ONE falsificados ao devolver a rede ao estado anterior ao ataque. A reversão também apagaria transações legítimas feitas após o ponto escolhido, ampliando o trabalho operacional para usuários e serviços.