Ouro salta para US$ 4.620 com busca por proteção e dólar mais fraco

Resumo de mercado por IA
O ouro estendeu um forte avanço semanal, rompendo acima de níveis técnicos-chave, à medida que a fraqueza do USD e as renovadas preocupações fiscais/de dívida dos EUA reavivaram a demanda por ativos de refúgio e por hedge. A discussão sobre recompras de Treasuries e necessidades de financiamento reforçou a atenção sobre taxas e prêmios de prazo, enquanto dados de pesquisa com gestores de fundos sugerem melhora na convicção institucional de que o ouro está subvalorizado. Os metais preciosos em geral se fortaleceram, com o desempenho relativo divergindo de índices de ações pressionados.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
NCCOGOLD2USD/USDT+1.94%
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▲ Altista
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O ouro superou US$ 4.600 por onça na sexta-feira e caminha para uma das altas semanais mais fortes do ano, impulsionado pela desvalorização do dólar e pelo retorno das preocupações com as contas públicas dos EUA, o que tem levado investidores a buscar ativos defensivos. No mercado à vista, a cotação chegou a US$ 4.620,14, máxima em três meses, e acumula ganho superior a 5% na semana, segundo a Reuters. Os futuros de ouro nos EUA também avançaram, acima de US$ 4.670. O movimento dá continuidade à recuperação iniciada no começo do mês, após um relatório fraco de emprego nos Estados Unidos levar o mercado a reavaliar as perspectivas para os juros. Dólar em queda e debate fiscal reforçam a alta O dólar recua perto de 1% na semana, barateando o metal precificado na moeda norte-americana para compradores no exterior. Em paralelo, a preocupação com o endividamento federal voltou ao radar depois que a dívida dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões. A decisão do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de ampliar recompras de títulos públicos de prazos mais longos aliviou momentaneamente a pressão no mercado de Treasuries, mas também reacendeu discussões sobre o tamanho das necessidades de financiamento do governo. No lado técnico, a quebra do ouro acima da média móvel de 200 dias, próxima de US$ 4.513, adicionou tração ao rali e atraiu novas compras após meses de volatilidade. Gestores ficam menos defensivos com o metal O apetite profissional por ouro também mostra melhora. A pesquisa mais recente do Bank of America com gestores indicou que 16% líquidos dos entrevistados consideram o ouro subavaliado, acima dos 6% em julho e no nível mais alto desde março de 2023. O dado surge mesmo com a alocação mais ampla ainda bastante inclinada para ações, sugerindo que o metal vem sendo usado como proteção de portfólio, e não apenas como reflexo de um movimento generalizado de aversão a risco. A retomada do ouro também reacende a comparação com o Bitcoin. Estudos anteriores apontaram que as duas classes podem se comportar de forma bem diferente em momentos de estresse, apesar de ambas serem promovidas como reserva de valor. Ainda assim, o Bitcoin também registrou forte alta ao lado do ouro nesta semana, enquanto os principais índices acionários tiveram desempenho fraco. A divergência aumenta o interesse por ativos escassos em meio a risco fiscal, fraqueza cambial e inflação. Outros metais preciosos também avançaram na sexta-feira. A prata passou de US$ 69 por onça, e platina e paládio subiram. Projeções de longo prazo seguem otimistas, mas sem consenso. No início do ano, o JPMorgan estimou que o ouro poderia alcançar US$ 6.300 até o fim do ano, enquanto outros bancos alertam que juros mais altos ou a redução de riscos geopolíticos podem provocar uma nova correção. Uma projeção anterior também destacou as compras de bancos centrais como uma fonte estrutural relevante de demanda.