Fed eleva juros pela primeira vez desde 2023; Bitcoin salta para US$ 76 mil

Resumo de mercado por IA
A primeira alta do Fed desde 2023 (25 pb para 3,75%–4%) foi amplamente esperada, limitando a surpresa e deixando o mercado cripto mais amplo mais fraco, apesar de um breve salto do Bitcoin. O comunicado enfatizou crescimento sólido, mas inflação elevada, reforçada por maior impulso do PPI/CPI e pelo petróleo acima de US$ 100, mantendo a política restritiva. A decepção política com a Clarity Act travada no Senado e o arrefecimento do apetite por risco (Fear & Greed em queda) adicionam ventos contrários de curto prazo.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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Segundo a CoinDesk, o Federal Reserve elevou na quarta-feira a meta para a taxa dos Fed funds em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4%, na primeira alta desde 2023. Após o anúncio, o Bitcoin chegou a tocar cerca de US$ 76 mil, enquanto o restante do mercado cripto terminou o dia em baixa. A decisão já vinha sendo amplamente precificada. De acordo com a ferramenta FedWatch, da CME, a probabilidade atribuída pelos traders a esse aumento alcançou 93% antes da reunião, ante menos de 50% um mês antes. Os 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votaram a favor. No comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica dos EUA segue avançando em ritmo sólido e que o crescimento do emprego está, em linhas gerais, alinhado à oferta de trabalho, mas ressaltou que a inflação permanece elevada. O objetivo da alta, segundo a autoridade monetária, é trazer a inflação de volta à meta de 2% com maior rapidez. Os dados recentes reforçaram o argumento para o aperto monetário, em meio à pressão de preços e à alta do petróleo. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA subiu 5,4% em agosto na comparação anual, acima de 4,8% em julho. Os preços de bens avançaram 1,1% no mês, puxados principalmente pelo encarecimento da energia. Já o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) aumentou 3,4% em 12 meses, estável em relação a julho, enquanto a variação mensal acelerou de 0,1% para 0,4%. A inflação subjacente (núcleo), que exclui alimentos e energia, passou de 0,2% para 0,3% no mês. O petróleo voltou a operar acima de US$ 100 por barril, intensificando as pressões inflacionárias. No mercado, o Bitcoin oscilou entre US$ 75 mil e US$ 75,8 mil antes e após a decisão, e depois tocou US$ 76 mil. No mesmo dia, o conjunto do mercado de criptomoedas recuou cerca de 2,18%. A reportagem lembrou que o Bitcoin havia cedido após atingir, em setembro, uma máxima próxima de US$ 82 mil. O sentimento também foi afetado pela incapacidade do Senado dos EUA de avançar com a votação processual do Clarity Act. O índice Fear & Greed caiu para 51, sinalizando arrefecimento em relação a 69 na véspera. O foco agora se volta para as reuniões de 27 a 28 de outubro e de 8 a 9 de dezembro, quando o mercado buscará sinais sobre a trajetória mais recente de juros para avaliar se esta elevação encerra o ciclo de aperto no ano. Na reunião de julho, o Fed manteve as taxas, mas a votação foi de 9 a 3, com parte dos dirigentes defendendo aumento. Com os números de emprego de agosto acima do esperado, o comitê acabou migrando para uma postura mais restritiva.