Entidades financeiras europeias pressionam por teto maior para títulos tokenizados

Resumo de mercado por IA
Grupos europeus de infraestrutura de mercado e de tokenização estão instando legisladores da UE a remover ou elevar o limite do Regime Piloto de DLT sobre instrumentos tokenizados de 100 bilhões de euros para, no mínimo, 500 bilhões. Se adotada, a mudança ampliaria a margem regulatória para negociação e liquidação on-chain, melhorando a viabilidade de valores mobiliários tokenizados em escala institucional na Europa. O lobby também destaca a pressão competitiva em relação aos EUA, potencialmente influenciando onde a emissão e a liquidez se desenvolvem.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
ETH/USDT-0.31%
Insight de IA · ETH/USDTInsight de IA
▲ Altista
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
Uma coalizão de entidades de infraestrutura de mercado e de tokenização na Europa pediu que legisladores da União Europeia revisem o teto proposto para instrumentos financeiros tokenizados. O grupo sustenta que o limite em discussão é baixo demais para permitir que o continente ganhe escala em negociação e liquidação baseadas em blockchain. Em minuta de carta datada de 7 de setembro e dirigida a membros do Conselho da UE e à Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, os signatários solicitam que o limite de 100 bilhões de euros seja eliminado ou, caso a UE mantenha um teto, elevado para ao menos 500 bilhões de euros. Principais pontos - Carta de 7 de setembro classifica como "insuficiente" o teto de 100 bilhões de euros para escalar o mercado. - Proposta do setor é adotar 500 bilhões de euros como patamar mínimo caso permaneça qualquer limite. - O cálculo considera o valor de mercado dos instrumentos admitidos na infraestrutura de DLT, o que, segundo o grupo, torna o teto pequeno frente ao mercado global de ações. - O texto menciona diferença em relação aos EUA, onde a tokenização poderia avançar sem tetos quantitativos semelhantes. - A iniciativa dá sequência a campanhas de fevereiro e abril para ampliar escopo e limites do DLT Pilot Regime. Por que o setor mira o patamar de 100 bilhões de euros A carta, disponível no site da indústria ADAN, afirma que algumas iniciativas europeias já alcançam escala de aproximadamente 350 bilhões de euros e planejam continuar crescendo. Nesse contexto, o grupo avalia que o teto de 100 bilhões de euros defendido pela Comissão Europeia restringiria o desenvolvimento num momento em que os mercados tokenizados ainda buscam liquidez, escala operacional e maior alcance junto a investidores. Os signatários destacam que os limites do regime não se baseiam na atividade de negociação, mas no valor de mercado dos instrumentos financeiros admitidos na infraestrutura de DLT. Na prática, segundo a coalizão, esse desenho faz com que 100 bilhões de euros pareçam modestos quando comparados ao tamanho dos mercados globais de ações. Entre os signatários estão Nasdaq, Boerse Stuttgart Group, Securitize, o European Ethereum Institute e a Axiology. O grupo apresenta o pedido como uma necessidade operacional para a tokenização regulada, e não como um debate teórico sobre a existência de valores mobiliários digitais. Comparação com os EUA e capacidade de tokenização Um dos eixos da carta é a comparação com os Estados Unidos. Os signatários dizem que, no mercado americano, "uma plataforma dominante de liquidação" pode tokenizar ações dos EUA e outros ativos sem tetos de volume, o que permitiria exposição à tokenização na ordem de 150 trilhões de euros em ativos. Além de defender ajustes de política, o documento sinaliza o tipo de pressão por escala que tende a aumentar. Se as regras europeias impuserem limites quantitativos mais rígidos que os arranjos dos EUA, emissão, liquidação e desenvolvimento de liquidez para ativos tokenizados podem ganhar atratividade em outras praças, especialmente para instituições que operam em múltiplas jurisdições e buscam infraestrutura consistente. A coalizão também observa que a revisão proposta pela Comissão faz parte do Market Integration and Supervision Package, que inclui mudanças no Distributed Ledger Technology (DLT) Pilot Regime, estrutura criada para permitir que empresas reguladas testem negociação e liquidação em blockchain com dispensas específicas de certas regras financeiras. O que o regime permite hoje e o que está na mesa Segundo a ESMA, o DLT Pilot Regime entrou em vigor em 2023. Ele permite que instituições testem liquidação em blockchain para ativos como ações e títulos de dívida, sob condições definidas e com exceções regulatórias destinadas a reduzir atritos enquanto as autoridades avaliam o desempenho de sistemas on-chain. Na proposta citada na carta do setor, o limite atual de 6 bilhões de euros poderia subir para até 100 bilhões de euros. A coalizão argumenta que um passo relevante de escala deveria refletir melhor a realidade do mercado, sobretudo se o limite continuar sendo medido pelo valor de mercado dos instrumentos admitidos, e não pelo volume de transações. No texto de 7 de setembro, o setor sugere que, se houver teto, seja adotado um patamar intermediário de 500 bilhões de euros como "baseline". Na prática, a demanda é por uma ampliação expressiva da folga para instrumentos financeiros tokenizados, e não apenas um aumento incremental. Da pressão de fevereiro e abril ao novo movimento de setembro A intervenção de 7 de setembro ocorre após mobilizações anteriores do mesmo ecossistema. Em fevereiro, empresas de tokenização e infraestrutura de mercado, incluindo Securitize, 21X e Boerse Stuttgart, alertaram que limites de ativos, tetos de volume e licenças com prazo estavam impedindo que mercados on-chain regulados ganhassem escala na Europa. O argumento também era que, sem mudanças, a liquidez poderia migrar para os EUA, à medida que reguladores avançam em tokenização e liquidação on-chain em maior escala. Em abril, o movimento se ampliou para 39 instituições financeiras e associações. A campanha, que incluía Nasdaq e Boerse Stuttgart, pediu que a UE acelerasse mudanças no DLT Pilot Regime e elevasse o limite geral para uma faixa de 100 bilhões a 150 bilhões de euros. A carta também solicitou ampliar a elegibilidade de ativos e remover limites de tempo das licenças concedidas sob o regime. Em 7 de setembro, o grupo elevou novamente a régua: saiu de um teto de 100&150 bilhões de euros para um patamar mínimo de 500 bilhões de euros, ou a eliminação completa de qualquer teto. O pano de fundo é o crescimento dos ativos do mundo real distribuídos (RWA), ainda concentrados em poucas categorias. Um indicador recorrente do setor, o RWA.xyz, estima o valor total de RWA distribuídos em cerca de US$ 39,15 bilhões (excluindo stablecoins), com dívida do Tesouro dos EUA como a maior categoria, em torno de US$ 15,8 bilhões. O que acompanhar Os legisladores agora têm sobre a mesa dois vetores: o teto de 100 bilhões de euros proposto pela Comissão dentro do Market Integration and Supervision Package e a demanda do setor por remover o limite ou elevá-lo para pelo menos 500 bilhões de euros. Para o mercado, a próxima questão é se os reguladores da UE tratarão os limites de capacidade como uma restrição temporária de piloto ou como um freio estrutural à escala, e como essa escolha pode direcionar onde a liquidez e a emissão tokenizada se concentram à medida que o DLT Pilot Regime evolui.