Relatório aponta: 85% da liquidez concentrada está ociosa no DeFi
Resumo de mercado por IA
Um relatório da Dune mostra que DEXs de liquidez concentrada estão materialmente subutilizadas: ~29,4% da liquidez ficou fora da faixa no 1º semestre de 2026, implicando ~US$ 542M de capital ocioso semanal e ~US$ 150M em taxas não auferidas em termos anualizados em Uniswap v3/v4, PancakeSwap v3 e Aerodrome. O ônus parece concentrado entre carteiras de varejo versus gestores automatizados, destacando fricções de execução e de UX que podem pressionar a participação de LPs e a geração de taxas em venues relacionados à Uniswap.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
UNI/USDT+0.74%
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▼ Baixista
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Um relatório recente da Dune indica que uma parcela relevante da liquidez aportada em exchanges descentralizadas (DEXs) não está, de fato, contribuindo para a execução de negociações. A liquidez concentrada surgiu para elevar a eficiência de capital, permitindo que provedores de liquidez (LPs) alocassem recursos em faixas de preço onde as trocas tendem a ocorrer.
No primeiro semestre de 2026, o estudo apontou que, em média, 29,4% da liquidez ficou fora da faixa de negociação ativa — o que implica ausência de geração de taxas nessas posições. Em valores, isso representou cerca de US$ 542 milhões por semana em capital ocioso e uma estimativa de US$ 150 milhões por ano em taxas deixadas de ganhar pelos LPs, considerando quatro protocolos: Uniswap v3, Uniswap v4, PancakeSwap v3 e Aerodrome Slipstream.
Ao incluir também a liquidez tecnicamente disponível, mas que nunca chegou a ser utilizada, o quadro de subutilização se amplia: aproximadamente 85% do capital foi classificado como subaproveitado, segundo a Dune. O fato de mais de US$ 200 milhões em liquidez ociosa não ter sido reposicionado por mais de 90 dias sugere que muitos LPs não fazem gestão ativa das posições, apesar de a proposta da liquidez concentrada depender de ajustes frequentes para acompanhar o preço de mercado.
O levantamento também aponta diferenças por perfil: gestores automatizados mantiveram maior atividade do capital, enquanto investidores individuais concentraram a maior parte da liquidez parada. Em carteiras na Ethereum, por exemplo, usuários individuais reuniam 94% do capital ocioso e 91% da liquidez do Uniswap v3. Na Arbitrum, controlavam 92% da liquidez ociosa e 78% da liquidez total. Já na Base, usuários individuais respondiam por 82% do capital ocioso, embora smart contracts detivessem aproximadamente 50% da liquidez.
A explicação aparece na eficiência operacional: apenas 6,5% das posições geridas por automação ficaram fora de faixa, contra cerca de 30% nas carteiras. O resultado indica que gestores automatizados têm desempenho bem superior ao de LPs individuais para manter liquidez dentro das faixas relevantes.
A Dune avalia ainda que o Uniswap v4 não resolveu o problema. Mesmo com a introdução de hooks, que poderiam direcionar capital ocioso para estratégias externas de rendimento, cerca de 30,5% da liquidez segue fora de faixa. Além disso, apenas 10% do TVL do v4 utiliza hooks e, no momento, nenhum deles gera yield a partir da liquidez ociosa.
Resumo
No 1º semestre de 2026, aproximadamente 29,5% da liquidez ficou fora da faixa de negociação ativa. A maior parte da liquidez ociosa estava nas mãos de investidores individuais, não de gestores automatizados.