Criptoativos voltam a superar US$ 3 trilhões com Bitcoin a US$ 87 mil e forte entrada em ETFs

Resumo de mercado por IA
A capitalização total do mercado de cripto voltou a ficar acima de US$ 3T, enquanto o BTC avançou para ~87K, apoiado por uma retomada da demanda institucional à vista e por ventos favoráveis macro de "risk-on". Segundo relatos, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram ~US$ 999M em entradas líquidas em um único dia, lideradas pelo IBIT, reforçando que o movimento não é impulsionado apenas por derivativos. Liquidações significativas de posições vendidas e o aumento do open interest de perpétuos ampliaram a alta e estenderam os ganhos às principais altcoins.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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O mercado de criptoativos voltou a ultrapassar US$ 3 trilhões em valor total, impulsionado pela alta do Bitcoin em direção a US$ 87.000, por uma nova rodada de entradas institucionais e por recompras forçadas de posições vendidas. O Bitcoin chegou a tocar cerca de US$ 87.300, máxima desde janeiro, antes de recuar para a faixa de US$ 85.000. O movimento deu tração a Ethereum, XRP, Solana e Dogecoin, ampliando um rali que começou como recuperação do Bitcoin e ganhou o restante do mercado. Após sair dos pisos de 2022, a capitalização do setor retorna novamente ao patamar acima de US$ 3 trilhões. ETFs voltam a liderar a demanda à vista O sinal mais claro de demanda nova no mercado à vista veio dos ETFs de Bitcoin nos EUA. Em 21 de setembro, os fundos de Bitcoin à vista receberam cerca de US$ 999 milhões, a maior captação diária em quase um ano. O IBIT, da BlackRock, liderou com aproximadamente US$ 381 milhões, seguido pelo ARK 21Shares, com US$ 289 milhões, e pela Fidelity, com cerca de US$ 239 milhões. A retomada de fluxos positivos reforça a leitura de que a alta não é movida apenas por derivativos, já que quase US$ 1 bilhão entrou nos ETFs de Bitcoin em um único dia. Liquidações de vendidos aumentam o impulso A alavancagem também potencializou a alta. Foram liquidados, segundo relatos, cerca de US$ 920 milhões em posições vendidas com a aceleração dos preços, forçando operadores baixistas a recomprar posições. Ao mesmo tempo, o open interest de futuros perpétuos subiu para perto de US$ 160 bilhões, sinalizando que o mercado vem substituindo posições encerradas, e não apenas reduzindo exposição. Esse padrão apareceu em tokens específicos. A Dogecoin, por exemplo, avançou 14% em seu próprio short squeeze. XRP e outras altcoins de grande capitalização também chegaram a superar o desempenho do Bitcoin em trechos da recuperação. Ambiente macro favorece ativos de risco O setor também se beneficia do mesmo apetite por risco que sustenta as bolsas. Os preços do petróleo cederam dos recentes picos e os yields dos Treasuries recuaram, aliviando parte da pressão de inflação e de custo de financiamento que pesou sobre ativos de risco no início do mês. A alta do Bitcoin ocorreu em paralelo à recuperação mais ampla das ações nos EUA, relação relevante porque a criptomoeda tem negociado cada vez mais como um ativo de beta elevado quando as condições de liquidez melhoram. O rali mais recente também veio após a Strategy comprar mais 950 BTC, adicionando outra camada de demanda institucional.