Falha no Cosmos EVM atinge Nesa, KiiChain, TAC e MANTRA

Resumo de mercado por IA
Uma vulnerabilidade compartilhada do Cosmos EVM foi explorada na Nesa e desencadeou interrupções de cadeia e atualizações em múltiplas redes Cosmos SDK (incluindo KiiChain, TAC e MANTRA), destacando o risco sistêmico de smart contracts e de pontes em uma base de código comum. Embora os lucros realizados pelo atacante tenham sido limitados pela liquidez em colapso, o incidente pode pressionar os tokens afetados por meio de impactos na confiança e na liquidez, ao mesmo tempo em que aumenta o escrutínio sobre a infraestrutura cross-chain e a resiliência operacional.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
MANTRA/USDT+3.06%
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Uma vulnerabilidade no stack compartilhado do Cosmos EVM foi explorada na Nesa Chain e permitiu que um invasor criasse e fizesse a ponte de cerca de US$ 50 milhões em tokens NES para a Ethereum. Apesar do valor nominal elevado, a liquidez colapsou no momento da venda e a estimativa é que o lucro líquido tenha ficado em torno de US$ 60 mil. O episódio expõe um problema de segurança mais amplo em redes que utilizam o Cosmos EVM, estrutura criada para levar contratos inteligentes e ferramentas compatíveis com Ethereum a blockchains baseadas no Cosmos SDK. No repositório oficial, o Cosmos EVM é descrito como uma camada EVM "plug-and-play" adotada por diversos projetos. Ataque na Nesa teria inflado saldo em 200 vezes De acordo com relatos, a ação começou com a carteira 0x9AE7, que comprou aproximadamente US$ 250 mil em NES e, em seguida, transferiu os tokens via ponte para a Nesa Chain. A empresa de análise on-chain Bubblemaps indicou que o financiamento inicial da carteira teve origem em Monero. Após explorar a falha, o atacante aumentou o saldo de NES em cerca de 200 vezes e enviou de volta para a Ethereum aproximadamente US$ 50 milhões em tokens. Os ativos foram distribuídos entre oito carteiras, trocados por ETH em exchanges descentralizadas e direcionados a plataformas centralizadas. O número de manchete, ainda assim, não refletiu o que era possível realizar no mercado. Com a tentativa de venda, a liquidez secou e o slippage disparou. A estimativa aponta gasto de cerca de US$ 255 mil e recuperação de aproximadamente US$ 315 mil, resultando em ganho próximo de US$ 60 mil. Código compartilhado amplia risco para outras redes A Nesa não foi a única afetada. A Cosmos Labs orientou redes que executam versões vulneráveis do Cosmos EVM a interromper operações e atualizar o software enquanto as medidas de mitigação seguem em andamento. Algumas redes já divulgaram incidentes, entre elas KiiChain, TAC e MANTRA. A KiiChain informou que o invasor repetiu a técnica 18 vezes e drenou 148.326.583,15 KII antes de os validadores paralisarem a rede. A TAC também interrompeu após um atacante esvaziar uma conta. A MANTRA havia pausado operações anteriormente e retomou depois de aplicar uma correção. O caso ocorre em um ano de atividade intensa de exploits no setor cripto. Só em julho, cerca de US$ 247,4 milhões teriam sido roubados em plataformas do ecossistema, com pontes aparecendo novamente como um alvo recorrente no mais recente relatório de hacks da Coinpaper. Um exploit mais recente envolvendo SAND seguiu dinâmica semelhante, com mint não autorizado de tokens em infraestrutura cross-chain. O Cosmos EVM já enfrentou vulnerabilidades críticas no passado. Um alerta de segurança publicado em março descreveu uma falha de manipulação de estado que poderia permitir o reuso de saldos durante execuções EVM aninhadas; o problema foi corrigido na versão 0.6.0. A causa raiz exata do incidente mais recente ainda não foi detalhada publicamente.