Crise do cobre se agrava: IEA alerta para falta de ácido, cortes de oferta e déficit de 25% até 2035

Resumo de mercado por IA
A perspectiva da AIE sobre minerais críticos sinaliza uma severa escassez de ácido sulfúrico, impulsionada pela disrupção em Hormuz e por uma proibição de exportação da China por um ano, restringindo a produção de cobre por lixiviação ácida na RDC e no Chile (~2,7Mt). Os cortes reportados para 2025 de ~1,5Mt (~6% da oferta global) destacam um choque estrutural agudo de oferta. Com a AIE ainda projetando um déficit de cobre de ~25% até 2035, os prêmios de risco de curto prazo e a volatilidade do cobre podem permanecer elevados.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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O relatório \u00222026 Global Critical Minerals Outlook\u0022, da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta que a oferta global de ácido sulfúrico entrou em forte escassez após dois choques simultâneos: o fechamento de fato do Estreito de Ormuz e a proibição, por todo o ano, das exportações de ácido sulfúrico pela China. Segundo a IEA, a falta do insumo ameaça cerca de 2,7 milhões de toneladas de produção de cobre via lixiviação ácida na República Democrática do Congo e no Chile. Em 2025, a produção já teria sido reduzida em 1,5 milhão de toneladas — aproximadamente 6% do volume global —, movimento que ajudou a levar o preço do cobre a superar US$ 14.000 por tonelada em maio de 2026. A agência projeta que, em 2035, o mercado ainda poderá enfrentar um déficit de oferta de 25%, configurando um choque estrutural de oferta com impactos diretos sobre os mercados à vista e futuro do metal.