Os futuros de cacau da ICE em Nova York e Londres dispararam, à medida que chuvas excessivas na Costa do Marfim e em Gana interromperam a logística nas fazendas e nos portos e elevaram os riscos de doenças (podridão-parda, podridão-negra). A confirmação do El Niño e as probabilidades elevadas de "super El Niño" aumentam o risco de queda para o próximo ciclo principal de safra, que começa em setembro. Sinais iniciais de desenvolvimento mais fraco das vagens e expectativas reduzidas de superávit global apertam a perspectiva de oferta, elevando a sensibilidade dos preços no curto prazo.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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▲ Altista
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Os contratos futuros de cacau negociados na ICE em Nova York e Londres avançaram com força na terça-feira. Em Nova York, o cacau CCU26 subiu 2,23%, enquanto em Londres o CAN26 ganhou 2,80%.
O movimento foi atribuído ao excesso de chuvas na Costa do Marfim e em Gana, que interrompeu o transporte entre fazendas e portos e elevou o risco de disseminação de doenças como a podridão parda e a vagem negra. No horizonte climático, a Agência Meteorológica do Japão confirmou a formação do El Niño, e a NOAA estima em 67% a probabilidade de um "super El Niño", fator que pode pressionar ainda mais a oferta a partir de setembro, no início da safra principal de 2026/27.
Avaliações preliminares também apontam desenvolvimento insuficiente das cerejas do cacau na Costa do Marfim. A produção é projetada em 1,8 milhão de toneladas, queda de 18% na comparação anual. A StoneX já revisou para baixo sua estimativa de superávit global de cacau.