Dirigentes do Fed divergem sobre alta de juros em outubro; probabilidade cai para menos de 50%

Resumo de mercado por IA
Mensagens divergentes do Fed alteraram a precificação para a reunião de outubro, com as probabilidades implícitas de um aumento de juros caindo abaixo de 50% após Williams sinalizar menor urgência, mesmo enquanto o governador Barr argumentou que um aperto adicional é provável. Para o mercado cripto, a menor probabilidade de alta no curto prazo pode aliviar a pressão das condições financeiras, mas o caminho continua dependente dos dados. Os próximos dados de inflação PCE são um catalisador-chave que pode rapidamente reprecificar as expectativas de juros e os ativos de risco, incluindo o Bitcoin.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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● Neutro
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O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) e o segundo nome mais graduado do colegiado que define os juros, sinalizou que o banco central pode esperar antes de voltar a elevar a taxa. Segundo ele, o Fed "não precisa ter pressa". A mudança de tom veio acompanhada de um recuo nas apostas do mercado: na semana passada, as cotações indicavam cerca de 70% de chance de alta na reunião de outubro; agora, a probabilidade caiu para abaixo de 50%, de acordo com o CME FedWatch, que converte preços de futuros em estimativas de probabilidade. Fed pode aguardar após a alta de setembro O Fed aumentou a taxa básica em 0,25 ponto percentual em 16 de setembro, encarecendo o custo do crédito em itens como hipotecas e empréstimos para empresas. Williams falou na University at Buffalo e afirmou que, com a decisão de setembro, há tempo para coletar mais informações antes de novos ajustes. Ele destacou, ainda assim, que a inflação de 3,7% está "inequivocamente alta demais" e admitiu que mais uma alta "pode ser apropriada" "mais para o fim deste ano". O calendário do Fed prevê duas reuniões restantes em 2026: 28 de outubro e 9 de dezembro. Com as falas de Williams, os traders passaram a tratar a reunião de outubro como um evento próximo de "cara ou coroa", depois de semanas com probabilidade bem acima de 70%. Diretor do Fed diz que novas altas ainda podem ser necessárias Já o diretor do Fed Michael Barr adotou um tom menos paciente em discurso no Detroit Economic Club. Ele citou o núcleo do PCE (core PCE), medida preferida do Fed por excluir alimentos e energia. Barr afirmou que, nos últimos 20 meses, apenas dois meses ficaram alinhados com a meta de 2%. "No meu cenário base, ajustes adicionais da política provavelmente serão necessários para garantir que a inflação retorne à meta em tempo hábil", disse. Ele acrescentou que parte da pressão vem de gastos ligados à inteligência artificial (IA), que estariam elevando os preços de chips. Por que o Bitcoin ainda não está livre Juros mais altos aumentam a remuneração de caixa e títulos, o que tende a deslocar recursos de ativos de maior risco, como o Bitcoin. Um adiamento da próxima alta, por outro lado, pode dar mais fôlego aos mercados de risco. Ainda assim, nem Williams nem Barr descartaram nova elevação em 2026: Williams falou em "mais para o fim do ano" e Barr afirmou que novas altas provavelmente serão necessárias. O Bitcoin tem mostrado resiliência. Segundo reportagem do BeInCrypto, o ativo avançou 13% após a alta de setembro, com recompras por fundos institucionais. Nas últimas 24 horas, o BTC subiu apenas 0,2%, de acordo com os dados. O próximo teste ocorre na quarta-feira, com a divulgação do PCE de agosto, um dos principais catalisadores da semana. Um número acima do esperado pode fazer as apostas de alta em outubro voltarem a se aproximar do patamar de 70% observado na segunda-feira.