Transações cripto P2P na China disparam 43 vezes apesar da proibição

Resumo de mercado por IA
Dados da Chainalysis mostrando um aumento de 43x no volume de transações P2P de stablecoins entre usuários chineses, apesar de uma proibição rigorosa, sinalizam um uso cripto resiliente e em expansão na base e uma demanda persistente por mobilidade de capital. O crescimento concentrado em transferências de pequeno valor sugere pagamentos e remessas, amplificados por uma supervisão mais rígida do crédito social. A contribuição contínua ligada à China para o hashrate global do Bitcoin ressalta o envolvimento contínuo na rede por meio de hubs offshore, apoiando uma liquidez e infraestrutura cripto mais amplas.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▲ Altista
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Um estudo recente aponta que as transações peer-to-peer (P2P) entre usuários chineses avançaram 3,5 vezes no último ano, mesmo com a proibição rigorosa de criptoativos no país. Segundo a empresa de inteligência em blockchain Chainalysis, esse tipo de operação tem sido usado como alternativa às corretoras e serviços centralizados, que enfrentam fortes restrições. Nos últimos dois anos, usuários na China movimentaram mais de US$ 176 bilhões em transações com cripto. O principal motor foi a alta de 43 vezes no giro de stablecoins entre o 1º trimestre de 2024 e o 2º trimestre de 2026, com operações concentradas em canais informais, plataformas clandestinas e mesas de balcão (OTC). A partir de março de 2025, o volume de transações de menor valor também cresceu de forma expressiva. Operações abaixo de US$ 100 subiram 996%; entre US$ 100 e US$ 1.000, 1.057%; e entre US$ 1.000 e US$ 10.000, 1.321%. No mesmo período, analistas registraram 18,1 milhões de transações P2P com stablecoins, que somaram US$ 104,1 bilhões. A Chainalysis calcula que a China alcançou um giro anual de stablecoins 33,2 vezes, bem acima da média global de 9,3 vezes. Os dados sugerem uso predominante como meio de pagamento, e não como reserva de valor. A procura também teria aumentado após a ampliação, em 2025, do sistema de crédito social, iniciativa voltada a monitorar a confiabilidade de pessoas e empresas. As stablecoins ajudariam a contornar esse tipo de supervisão estatal e as restrições do sistema financeiro tradicional. Mesmo com a mineração de cripto ainda proibida, entidades ligadas à China respondem por 15% do hashrate global do Bitcoin. A maior parte dessas operações fica fora da jurisdição chinesa, em polos na África, na Ásia Central e na América Latina. Em perspectiva regional, a atividade cripto associada à China se concentra sobretudo em stablecoins, enquanto Japão, Hong Kong, Singapura e Coreia do Sul direcionam esforços para a regulação do setor. No campo regulatório, autoridades chinesas também proibiram recentemente pessoas físicas e jurídicas de emitir um yuan digital sem autorização.