BlackRock viabiliza US$ 5 bilhões em trocas de Bitcoin por ETF com diferimento de impostos

Resumo de mercado por IA
O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock facilitou cerca de US$ 5B em swaps em espécie de Bitcoin para ETF com diferimento de impostos, à medida que os mínimos de criação/resgate caíram, juntamente com fortes entradas semanais. Limiares mais baixos ampliam o acesso de instituições e assessores, ao mesmo tempo em que abordam preocupações de custódia e segurança, reforçando a migração de posições diretas em BTC para estruturas reguladas de ETFs. Isso pode estreitar a ligação entre os fluxos de ETFs e a demanda à vista, sustentando o apetite por risco no curto prazo em torno do BTC.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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O iShares Bitcoin Trust (IBIT), maior ETF spot de Bitcoin (BTC) da BlackRock Inc. (NYSE: BLK), registrou na semana passada sua maior entrada semanal de caixa no ano, de US$ 1,33 bilhão. Na esteira desse movimento, o fundo já viabilizou cerca de US$ 5 bilhões em conversões de Bitcoin para cotas do ETF via operações "in-kind" com diferimento tributário. O aumento desse tipo de transação ganhou força após a aprovação do produto pela Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, em 29 de julho de 2025. No mês passado, a BlackRock reduziu o valor mínimo para operações "in-kind" de US$ 25 milhões para US$ 1 milhão. Com isso, o IBIT alcançou US$ 5 bilhões em conversões "in-kind" até 26 de agosto, ante US$ 3 bilhões em outubro de 2025, segundo a Bloomberg. De acordo com Robbie Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, fatores externos têm impulsionado a demanda, incluindo preocupações de segurança. "Isso vai continuar crescendo porque seguimos ampliando o acesso. As pessoas veem acontecimentos no mundo lá fora — seja sequestro, resgate, falhas de custódia — que as motivam a fazer essa mudança para toda ou parte da posição", afirmou. A redução de barreiras também avança em outros emissores. A Bitwise, por meio do Bitwise Bitcoin ETF (BITB), diminuiu de forma relevante o tíquete mínimo dessas operações: na primeira transação "in-kind", o negócio precisava ter pelo menos US$ 100 milhões; depois o patamar caiu para US$ 50 milhões e agora está em US$ 3 milhões. Para Matt Hougan, CIO da Bitwise, o processo ainda é personalizado — da apresentação do cliente a um formador de mercado ao trabalho com o assessor —, mas caminha para maior padronização. Hougan avaliou que a iniciativa tem sido importante para consolidar o Bitcoin como um ativo institucional. No mercado, o avanço dos ETFs spot nos EUA tem sustentado o apetite por risco. Após subir 22% nos últimos 7 dias, o BTC acumula alta de 19,29% nos últimos seis meses, negociado a US$ 78.600 no momento da publicação. Já o volume de negociação do Bitcoin nas últimas 24 horas recuou 46,32%, para cerca de US$ 33,71 bilhões. Imagem em destaque: Shutterstock