Bitcoin supera US$ 72 mil com sinais de apoio do Fed e enfraquecimento do dólar
Resumo de mercado por IA
O Bitcoin ultrapassou US$ 72.000 à medida que o alívio no mercado de títulos e o apoio percebido da Casa Branca aos Treasuries reduziram os yields, enquanto um dólar mais fraco (DXY em mínimas de vários meses) reforçou o pano de fundo macro tipicamente favorável a ativos escassos. O movimento desencadeou cerca de US$ 3,3 bilhões em liquidações, dominadas por posições vendidas, remodelando o posicionamento. No entanto, o aumento das taxas de empréstimo com margem sugere que os vendidos podem estar se recompondo, mantendo a volatilidade de curto prazo elevada em torno de níveis técnicos-chave.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT+9.45%
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▲ Altista
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Trecho da newsletter "Daybook", da CoinDesk.
O bitcoin (BTC) ampliou a alta iniciada na quarta-feira e, nesta quinta, rompeu a marca de US$ 72 mil, atingindo o maior nível desde 1º de junho. O movimento ganhou força após alívio no mercado de títulos, em meio a sinais de apoio da Casa Branca aos Treasuries dos EUA.
Para Pedro Fontes, analista de pesquisa da corretora Mercado Bitcoin, o pano de fundo que tende a sustentar ganhos mais duradouros passa pela atuação do Federal Reserve (Fed). Em nota, ele afirmou que este é o tipo de ambiente que reforça o argumento a favor do bitcoin: "Se o maior mercado de dívida do mundo precisa de suporte para operar com mais estabilidade, cresce a demanda por ativos escassos, previsíveis e fora da lógica de expansão da dívida pública".
O Dollar Index (DXY), que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de pares, recuou 0,88% ontem, para 98,77, no menor patamar desde maio. Matt Cole, fundador e CEO da Strive, escreveu no X que há tempos vê o índice em "declínio estrutural" e que a tendência deve continuar, o que, segundo ele, pode favorecer um cenário altista para o bitcoin.
A sessão de hoje acompanha novos sinais da Casa Branca e também desdobramentos geopolíticos que podem mexer com os juros e influenciar eventuais intervenções. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego (initial jobless claims) também entram no radar em busca de pistas.
A oscilação das últimas 24 horas provocou mais de US$ 3,3 bilhões em liquidações, de acordo com a CoinGlass. Desse total, cerca de US$ 3 bilhões vieram de posições vendidas (shorts), reduzindo o número de apostas expostas a recompras forçadas que poderiam empurrar o mercado ainda mais para cima. Ainda assim, a taxa de empréstimo de margem do BTC subiu para 4,6%, ante 3,9% antes da arrancada, sinalizando que alguns traders voltaram a montar shorts.
No gráfico semanal, após a disparada de ontem, o bitcoin pressiona a resistência-chave em US$ 68 mil, nível que vinha falhando em romper, depois de avançar 14%. Com pouco mais de um dia para o fechamento, um candle semanal confirmado acima desse patamar abre caminho para um novo teste da próxima zona de resistência, em torno de US$ 78 mil.