Bitcoin volta a US$ 74 mil com ETFs à vista nos EUA somando US$ 5,3 bi em volume

Resumo de mercado por IA
O movimento do BTC de volta acima de US$ 74.000 está sendo reforçado por uma forte participação institucional: os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA registraram US$ 5,3 bi em volume e US$ 517 mi em entradas líquidas, liderados pelo IBIT da BlackRock. O rali coincidiu com um grande short squeeze, com liquidações de posições vendidas de vários bilhões de dólares, amplificando o impulso de alta. Manchetes macro e de política (recompras do Tesouro, proposta da SEC, reunião da Casa Branca sobre cripto) adicionaram catalisadores, apesar de alguma resistência de estrategistas pessimistas.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT+8.18%
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▲ Altista
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A recuperação mais recente do Bitcoin ganhou tração com um salto na atuação institucional. Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA movimentaram mais de US$ 5,3 bilhões em volume de negociação no dia em que o BTC retomou o patamar de US$ 74.000 pela primeira vez em 86 dias. O destaque ficou com o IBIT, da BlackRock, que concentrou US$ 4,44 bilhões. Em seguida vieram o FBTC, da Fidelity, com US$ 438 milhões, e a Grayscale, com US$ 208,8 milhões. Bitwise, ARK Invest, VanEck, Morgan Stanley, Franklin Templeton, Invesco, Valkyrie, WisdomTree e Hashdex responderam pelo restante do volume, segundo os dados. Além do giro, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 517,19 milhões, o maior dia de captação desde 4 de maio. Oito dos 12 fundos tiveram fluxo positivo. O IBIT liderou com US$ 284,7 milhões, seguido pelo ARKB (ARK e 21Shares), com US$ 77,7 milhões, e pelo FBTC, com US$ 62,4 milhões. A movimentação coincidiu com a alta de cerca de 17% do Bitcoin em dois dias. No período, o ativo avançou aproximadamente US$ 11.000 e adicionou mais de US$ 220 bilhões à sua capitalização de mercado. O rali também intensificou um forte short squeeze. Mais de US$ 3,6 bilhões em posições vendidas foram liquidados nas últimas 72 horas, incluindo US$ 2,75 bilhões em shorts de Bitcoin na quarta-feira. Nas 24 horas seguintes, mais US$ 783,2 milhões em posições de Bitcoin foram liquidados; desse total, US$ 747,7 milhões vieram de shorts, de acordo com a CoinGlass. O que impulsionou a alta O movimento veio após decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de pelo menos dobrar as operações de recompra voltadas a dar suporte à liquidez de títulos nominais com cupom e vencimentos mais longos, no trecho de 10 a 30 anos. Entre os catalisadores adicionais, o mercado citou a proposta mais recente da SEC relacionada a criptoativos e uma reunião na Casa Branca entre o presidente Donald Trump e executivos de destaque do setor, fatores que ajudaram a deflagrar a disparada. McGlone alerta para possível perda de fôlego Apesar do avanço, Mike McGlone, da Bloomberg, segue com visão negativa. Ele classificou o movimento como "um repique dentro da depuração" e argumentou que agosto pode gerar short squeezes mesmo em um cenário mais amplo de mercado baixista. McGlone criticou a volatilidade do Bitcoin e sua correlação com ações, afirmando que investidores institucionais enfrentam uma relação risco-retorno desfavorável. Ele também apontou que a rápida expansão do mercado cripto em geral criou oferta excessiva e, por isso, vê chance de o Bitcoin perder força até o fim do ano. Embora apoie a tecnologia blockchain, McGlone avalia que o uso original do Bitcoin como dinheiro ponto a ponto se enfraqueceu com a ascensão de alternativas de "cripto-dólar".