Alta do Bitcoin mantém alvo em US$ 84 mil apesar do recado duro do Fed

Resumo de mercado por IA
A mensagem hawkish de Powell em Jackson Hole elevou as chances de alta em setembro (CME FedWatch ~55,7%), pressionando ativos de risco e desencadeando cerca de ~$481M em liquidações de cripto dominadas por posições compradas. O BTC foi rejeitado na zona de resistência de $81k–$82,5k e recuou acentuadamente, destacando a sensibilidade a mudanças nas taxas e nas divulgações de inflação. Apesar da volatilidade no curto prazo, entradas sustentadas em ETFs spot de BTC (~$2,8B ao longo de oito sessões) sugerem que a demanda subjacente permanece favorável.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT-3.07%
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● Neutro
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Segundo a BlockBeats, em 29 de agosto, após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, adotar um tom mais duro no simpósio de Jackson Hole, o Bitcoin chegou a avançar, mas devolveu ganhos e caiu até US$ 76.877 na sexta-feira. O movimento representou uma correção relevante ante a máxima da noite de US$ 81.455. A criptomoeda encerrou a sessão em US$ 77.557, queda de 3,39% no dia. No início da semana, o Bitcoin havia acumulado altas de dois dígitos, mas a faixa de resistência entre US$ 81.000 e US$ 82.500 voltou a limitar o fôlego comprador. Powell afirmou que a desaceleração da inflação nos EUA segue em ritmo insuficiente e que o Fed ainda tem "trabalho a fazer" para levar o índice à meta de 2%. Com isso, o mercado elevou de forma expressiva as apostas em alta de juros em setembro. Dados do CME FedWatch indicam que a probabilidade de aumento de juros na reunião de setembro subiu de 35,4% no dia anterior para 55,7%. O choque mais hawkish também provocou liquidações concentradas em posições alavancadas no mercado cripto: foram cerca de US$ 481 milhões em liquidações nas últimas 24 horas, incluindo mais de US$ 360 milhões em posições compradas. Apesar da correção, o sentimento otimista de longo prazo pouco mudou. Em mercados de previsão, traders atribuem 77% de probabilidade de o Bitcoin alcançar o próximo alvo relevante em US$ 84.000 e 23% de chance de recuar para US$ 55.000 — a queda de sexta-feira não alterou essas projeções. Nos fundamentos, ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram oito pregões consecutivos de entradas líquidas até quarta-feira, somando cerca de US$ 2,8 bilhões, o período mais longo de influxos contínuos desde abril. Do ponto de vista técnico, o RSI do Bitcoin está em torno de 69,7, ainda abaixo de níveis considerados extremamente sobrecomprados que, no passado, precederam correções. Se o preço voltar a ceder, a região entre US$ 73.670 e US$ 75.157 tende a funcionar como suporte relevante para os compradores. Para retomar a trajetória de alta e destravar novas máximas históricas, o mercado precisa reconquistar a zona de US$ 81.000 a US$ 82.500. No curto prazo, o enfraquecimento do guidance do Fed reduz a visibilidade do caminho de política monetária até a próxima reunião, deixando o Bitcoin mais suscetível a oscilações bruscas puxadas por dados de inflação e mudanças nas expectativas de juros.