AscendEX interrompe operações em meio a exigências do MiCA e crise de liquidez
Resumo de mercado por IA
A interrupção abrupta da AscendEX nas negociações e nos saques, citando a não autorização sob a MiCA e uma transação de liquidez malsucedida, aumenta as preocupações com risco de contraparte e de custódia em toda a gama de corretoras centralizadas. O alerta de que os clientes podem não recuperar os saldos integrais, combinado com relatos de reservas reduzidas em hot wallets e atrasos prolongados nos saques, pode reduzir o apetite por risco e aumentar a preferência pela autocustódia e por plataformas de maior qualidade. O impacto no curto prazo provavelmente ficará concentrado no sentimento mais amplo do mercado cripto, e não em um token específico.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▼ Baixista
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A AscendEX suspendeu de forma abrupta os serviços de negociação e saques. A empresa afirma que a plataforma encerrou as operações em 1º de julho e comunicou a decisão em aviso publicado em 6 de julho. A corretora atribuiu a paralisação à entrada em vigor das regras europeias Markets in CryptoAssets (MiCA) — para as quais diz não possuir a autorização exigida — além do agravamento de pressões financeiras e operacionais.
Em nota, a AscendEX alertou que "não pode garantir que os clientes conseguirão sacar todos os ativos digitais mantidos em suas contas". A empresa afirmou que uma transação estratégica, planejada para reforçar a liquidez, "não se concretizou" e que o ambiente de mercado enfraquecido aumentou o estresse sobre o negócio.
O acesso às contas foi restringido a atividades de desligamento. Saques automáticos estão suspensos; pedidos de retirada passam a ser processados manualmente e podem sofrer atrasos relevantes. A companhia disse estar revisando sua posição financeira e que fará uma atualização quando tiver maior clareza, mas também advertiu que, caso sejam iniciados processos formais de insolvência ou medidas legais semelhantes, reivindicações de clientes ainda não resolvidas poderão ser tratadas nesses ritos.
Sinais de alerta na cadeia
O investigador on-chain independente ZachXBT vinha apontando problemas de saque nas últimas semanas, citando usuários com retiradas pendentes por dias ou semanas. Segundo ele, uma análise pública das hot wallets da AscendEX indicaria saldos mínimos de tokens relevantes como ETH, USDT, USDC e SOL — com a ressalva de que corretoras também podem manter reservas em cold wallets, custodiante terceirizado ou endereços não rotulados.
ZachXBT recomendou que clientes afetados comuniquem o caso a autoridades policiais e reguladores financeiros e alegou que a plataforma continuou aceitando depósitos enquanto muitos saques permaneciam sem processamento. Ele afirmou ainda que um usuário de grande porte não teria recebido resposta do cofundador George Jing Cao.
Contexto
A AscendEX foi lançada em 2018 como BitMax e depois adotou a marca atual. A exchange já havia sofrido um grande incidente de segurança em 2021, com perdas de cerca de US$ 78 milhões; o ataque foi posteriormente associado ao Lazarus Group.
O que fazer agora
Clientes são orientados a não depositar novos recursos na AscendEX. Recomenda-se salvar registros da conta, comunicações e comprovantes de transações, acompanhar os canais oficiais da empresa e considerar o envio de relatos a autoridades locais e reguladores financeiros, conforme indicado por investigadores. Quem tiver valores elevados ou pendências deve avaliar a busca de orientação jurídica sobre as proteções disponíveis em sua jurisdição.
A AscendEX disse que divulgará novas informações quando sua situação financeira estiver mais clara, mas não apresentou prazo nem garantias sobre quando e quanto os clientes poderão recuperar. O caso reforça como mudanças regulatórias e estresse de liquidez podem pressionar plataformas centralizadas de criptoativos em todo o setor.