Temores com El Niño e interrupção do comércio no Mar Negro elevam preços globais de alimentos ao maior nível em quatro anos
Resumo de mercado por IA
Dados da FAO mostram os preços globais de commodities alimentares em um nível próximo do maior em quase quatro anos, impulsionados por riscos de oferta relacionados ao El Niño e por interrupções logísticas no Mar Negro/Hormuz. Açúcar e cereais lideraram os ganhos, com óleos vegetais também mais firmes, destacando uma pressão inflacionária ampla e o potencial repasse aos preços ao consumidor, especialmente para economias dependentes de importações. A perspectiva de produção para 2026 inalterada contrasta com projeções de comércio reduzidas, ressaltando restrições na cadeia de suprimentos.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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O índice de preços de alimentos da FAO, da ONU, avançou para o maior patamar em quatro anos, com temores sobre o El Niño e interrupções comerciais no Mar Negro. O subíndice de açúcar subiu 6,1% em setembro ante agosto, no terceiro mês seguido de alta, atingindo o maior nível em 18 meses. Os preços de óleos vegetais também avançaram, com o óleo de palma sustentado por riscos de produção no Sudeste Asiático, e os futuros de trigo chegaram a um pico de três anos no início do mês passado. A FAO manteve inalterada a projeção de produção global de cereais em 2026 em 2.979 bilhões de toneladas métricas.